A décima oitava edição da CONMEBOL Sudamericana escreveu um capítulo histórico no futebol sul-americano: o Independiente del Valle, clube equatoriano fundado apenas em 1958, ergueu pela primeira vez na história o troféu da segunda maior competição de clubes do continente. Com 54 equipes, 105 jogos e 221 gols marcados ao longo da temporada (Wikipédia), a edição de 2019 inaugurou também o formato de final em jogo único — uma mudança estrutural que marcaria definitivamente o torneio dali em diante.
Visão Geral da Competição
A Sudamericana 2019 reuniu 54 clubes de dez países sul-americanos em sua décima oitava edição (Wikipédia), percorrendo fases eliminatórias e uma fase de grupos até chegar ao mata-mata final. A média de pouco mais de 2,1 gols por jogo ao longo de 105 partidas (Wikipédia) atesta uma competição de alto volume ofensivo, com disputas equilibradas e surpresas ao longo do caminho. O torneio revelou protagonistas inesperados, reafirmou a força de clubes tradicionais e terminou com uma virada histórica protagonizada pelo futebol equatoriano.
Uma das novidades institucionais mais relevantes foi justamente o formato da decisão: a CONMEBOL determinou que a final passaria a ser disputada em jogo único a partir desta edição (Wikipédia), encerrando o modelo de ida e volta que vigorava nas edições anteriores. A decisão conferiu dramaticidade e imprevisibilidade ao desfecho, condensando em uma única noite o destino de ambos os finalistas.
O Campeão e a Final
O Independiente del Valle chegou à final como representante do futebol equatoriano, enfrentando o Colón, clube argentino de Santa Fe que disputava sua primeira final continental da história (Wikipédia). A partida que coroaria o campeão estava originalmente prevista para Lima, no Peru, mas foi transferida para Assunção, no Paraguai, em razão de problemas organizacionais (Wikipédia). Em 9 de novembro de 2019, no Paraguai, o Independiente del Valle derrotou o Colón por 3 a 1 e conquistou seu primeiro título continental (Wikipédia).
O placar elástico na decisão evidenciou a superioridade do clube equatoriano naquela noite, encerrando qualquer dúvida sobre o mérito do campeão. Com o título, o Independiente del Valle garantiu vaga na Copa Libertadores 2020 e na Recopa Sul-Americana 2020 (Wikipédia), projetando o clube no cenário continental por mais uma temporada.
Para o Colón, a derrota na final representou o fim de uma campanha histórica para o clube argentino, que pela primeira vez havia chegado a uma decisão continental. O vice-campeonato, ainda que doloroso, marcou a melhor participação da história do time de Santa Fe em competições da CONMEBOL.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além dos dois finalistas, a Sudamericana 2019 contou com participações de destaque de clubes brasileiros, argentinos e colombianos. Pelos dados disponíveis, Corinthians, Fluminense, Botafogo e Atlético-MG figuraram entre os representantes brasileiros com jogadores de maior volume de participação na competição. O Corinthians, por exemplo, teve Fágner como o jogador com mais cartões amarelos no torneio inteiro — quatro advertências em dez jogos —, sinalizando uma campanha razoavelmente longa. Vágner Love também terminou entre os artilheiros gerais da competição, com quatro gols em nove jogos pelo clube paulistano.
O Independiente del Valle foi, sem dúvida, o time com maior presença nos rankings individuais: três de seus jogadores aparecem entre os mais destacados da competição em gols, assistências e distribuição de jogo, reflexo de uma campanha consistente e coletiva até o título. O Colón Santa Fe também acumulou desempenho relevante, com L. Rodríguez entre os artilheiros e E. Olivera entre os jogadores mais advertidos — indícios de uma equipe que percorreu muitas rodadas e enfrentou adversários de peso ao longo do torneio.
A Fase de Grupos
A fase de grupos da Sudamericana 2019 distribuiu os 54 participantes em chaves que determinaram os classificados para o mata-mata. Embora os detalhes de classificação grupo a grupo não estejam disponíveis na base de dados, os perfis de jogadores presentes nos rankings individuais permitem traçar um panorama dos clubes que avançaram mais longe na competição.
Entre os times com maior número de jogos disputados por seus atletas nos dados coletados destacam-se o Independiente del Valle, cujos jogadores C. Pellerano, A. Cabeza e C. Dájome acumularam 11 partidas cada — o maior número registrado —, e o Colón Santa Fe, com L. Rodríguez e E. Olivera somando dez jogos apiece. Esses números são coerentes com uma trajetória que chegou às etapas mais avançadas do torneio, incluindo a final.
A goleada máxima da edição foi registrada na fase de grupos: o Universidad Católica-EQU aplicou 6 a 0 sobre o Melgar, no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, em 21 de maio (Wikipédia). O resultado representa não apenas o maior placar da competição, mas também um dado que ilustra a amplitude de forças entre os participantes — desde equipes de menor expressão continental até clubes com vocação para avançar nas fases finais.
Dentre os participantes menores, Royal Pari, da Bolívia, e Internacional de Bogotá, da Colômbia, também tiveram jogadores registrados nos rankings individuais, o que indica que participaram ao menos da fase de grupos com alguma regularidade.
Artilharia e Destaques Individuais
O artilheiro da Sudamericana 2019 foi S. Romero, do Independiente (Argentina), com cinco gols em sete jogos — curiosamente, um clube diferente do campeão, ainda que de mesmo nome. A eficiência de Romero chama atenção: uma média superior a 0,7 gols por jogo, sem nenhum cartão amarelo ou vermelho registrado durante a campanha, colocando-o como o jogador mais incisivo e limpo entre os destaques ofensivos do torneio.
- S. Romero (Independiente) – 5 gols em 7 jogos: artilheiro isolado, com aproveitamento de 0,71 gols/jogo e zero cartões.
- A. Cabeza (Independiente del Valle) – 4 gols e 4 assistências em 11 jogos: dupla função ofensiva para o campeão, com consistência ao longo de toda a campanha.
- L. Rodríguez (Colón Santa Fe) – 4 gols e 4 assistências em 10 jogos: principal nome ofensivo do vice-campeão, contribuindo igualmente com finalização e criação.
- C. Dájome (Independiente del Valle) – 4 gols e 1 assistência em 11 jogos: outro pilar do ataque do campeão equatoriano, somando participações em gols ao lado de Cabeza.
- Vágner Love (Corinthians) – 4 gols em 9 jogos: melhor marcador brasileiro do torneio, com presença relevante ao longo da campanha corintiana.
No ranking de assistências, o destaque foi C. Pellerano, do Independiente del Valle, que liderou a competição com cinco passes para gol em 11 jogos — sendo também o jogador com mais partidas disputadas de todo o torneio. Pellerano contribuiu ainda com dois gols, configurando uma das mais completas participações individuais da edição. Y. González, do Fluminense, aparece com três gols e três assistências em oito partidas, evidenciando a qualidade do meia brasileiro no torneio.
A. Vargas, do Internacional de Bogotá, liderou o ranking de assistências entre jogadores sem gols marcados, com três passes decisivos em sete partidas — perfil típico de armador puro.
Números, Cartões e Curiosidades
No campo disciplinar, cinco jogadores acumularam quatro cartões amarelos cada ao longo da competição: Fágner (Corinthians), E. Olivera (Colón Santa Fe), P. Pérez (Independiente), Vina (Atlético-MG) e O. Siles (Royal Pari). O caso de Siles é particularmente expressivo: quatro amarelos em apenas cinco jogos, a maior densidade de advertências por partida entre os jogadores listados.
Os cartões vermelhos da competição tiveram como protagonistas três jogadores do Botafogo — Marcinho, J. Carli e Jean Irmer —, todos com expulsões registradas, o que sugere uma campanha turbulenta do clube carioca no torneio. Nenhum deles estava entre os artilheiros ou assistentes, o que reforça que as expulsões não vieram acompanhadas de contribuições ofensivas.
- 221 gols em 105 jogos: média de 2,10 gols por partida (Wikipédia).
- 54 participantes de dez países sul-americanos na décima oitava edição (Wikipédia).
- Goleada máxima: Universidad Católica-EQU 6 a 0 Melgar, em Quito (Wikipédia).
- Final em jogo único: nova modalidade inaugurada nesta edição, em Assunção (Wikipédia).
- Primeiro título continental do Independiente del Valle em sua história (Wikipédia).
- Final transferida de Lima para Assunção por problemas organizacionais (Wikipédia).
A Sudamericana 2019 encerra-se como uma das edições mais marcantes da história recente do torneio. O título inédito do Independiente del Valle representou a afirmação de um modelo de clube jovem e bem estruturado, capaz de superar adversários de maior tradição continental. A inauguração do formato de jogo único na final, a transferência de sede da decisão e o domínio individual de jogadores equatorianos nos rankings da competição compõem um retrato de uma edição que trouxe novidades institucionais e esportivas em igual medida. O campeão partiu para 2020 com passaporte garantido para a Libertadores — a maior recompensa que o futebol sul-americano pode oferecer.





















































































































