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Copa América 2016

32 jogos

Grupo A

#TimeJVEDSGPtsForma
1 Mexico3210+47
1 USA3201+36
1 Argentina3300+99
1 Peru3210+27
2 Venezuela3210+27
2 Ecuador3120+45
2 Chile3201+26
2 Colombia3201+26
3 Panama3102-63
3 Costa Rica3111-34
3 Brazil3111+54
3 Uruguay3102+03
4 Paraguay3012-21
4 Bolivia3003-50
4 Jamaica3003-60
4 Haiti3003-110
Segunda, 27 de junho
21h0026/06
MetLife Stadium · East Rutherford
ArtilhariaTop 20
#JogadorJTitMinChutes%PenRatAG
1
E. Vargas
Chile · ATT · 27a
6547717/953%07.4216
2
L. Messi
Argentina · ATT · 29a
5334317/953%08.6045
3
G. Higuaín
Argentina · ATT · 29a
6643016/956%07.3314
4
A. Sánchez
Chile · ATT · 28a
6655418/1267%07.9223
5
Clint Dempsey
USA · ATT · 33a
664603
6
Philippe Coutinho
Brazil · MID · 24a
3327011/655%07.633
7
E. Valencia
Ecuador · FOR · 27a
4434517/635%07.0322
8
J. Fuenzalida
Chile · DEF · 31a
643573/267%06.9512
9
E. Lavezzi
Argentina · ATT · 31a
221572/2100%08.1012
10
E. Lamela
Argentina · MID · 24a
611726/350%06.732
11
E. Puch
Chile · ATT · 30a
511677/457%07.122
12
C. Bacca
Colombia · ATT · 30a
5435714/750%06.782
13
S. Rondón
Venezuela · ATT · 27a
432709/444%06.852
14
Renato Augusto
Brazil · MID · 28a
332705/360%07.732
15
B. Pérez
Panama · ATT · 35a
221657/457%07.352
16
A. Vidal
Chile · MID · 29a
5545015/960%17.8222
17
J. Rodríguez
Colombia · MID · 25a
6547719/632%27.1812
18
P. Guerrero
Peru · ATT · 32a
443607/343%07.1021
19
Á. Di María
Argentina · MID · 28a
331805/240%07.3321
20
É. Banega
Argentina · MID · 28a
665078/225%07.4011
AssistênciasTop 20
#JogadorJTitMinGRatA
1
L. Messi
Argentina · ATT · 29a
5334358.604
2
A. Sánchez
Chile · ATT · 28a
6655437.922
3
E. Valencia
Ecuador · FOR · 27a
4434527.032
4
A. Vidal
Chile · MID · 29a
5545027.822
5
P. Guerrero
Peru · ATT · 32a
4436017.102
6
Á. Di María
Argentina · MID · 28a
3318017.332
7
E. Cardona
Colombia · MID · 24a
6543607.132
8
M. Rojo
Argentina · DEF · 26a
5539706.922
9
J. Montero
Ecuador · MID · 27a
4434907.052
10
A. Guerra
Venezuela · MID · 31a
4435307.332
11
Dani Alves
Brazil · DEF · 33a
3327007.932
12
E. Vargas
Chile · ATT · 27a
6547767.421
13
G. Higuaín
Argentina · ATT · 29a
6643047.331
14
J. Fuenzalida
Chile · DEF · 31a
6435726.951
15
E. Lavezzi
Argentina · ATT · 31a
2215728.101
16
J. Rodríguez
Colombia · MID · 25a
6547727.181
17
É. Banega
Argentina · MID · 28a
6650717.401
18
G. Zardes
USA · ATT · 25a
6654016.821
19
Jermaine Jones
USA · — · 35a
511
20
J. Jones
USA · MID · 35a
5538816.941
Cartões amarelosTop 20
#JogadorJTitMinVMAM
1
Jean André Emanuel Beausejour Coliqueo
Chile · DEF · 32a
6652303
2
A. Vidal
Chile · MID · 29a
5545003
3
A. Figuera
Venezuela · MID · 27a
3325903
4
A. Guardado
Mexico · MID · 30a
3325302
5
Jermaine Jones
USA · — · 35a
512
6
J. Jones
USA · MID · 35a
5538812
7
D. Yedlin
USA · DEF · 23a
5540812
8
Ó. Romero
Paraguay · MID · 24a
2215112
9
B. Wood
USA · ATT · 24a
5539902
10
A. Bedoya
USA · MID · 29a
5539902
11
J. Murillo
Colombia · DEF · 24a
5545002
12
M. Isla
Chile · DEF · 28a
5546602
13
J. Mascherano
Argentina · DEF · 32a
5548002
14
Luis Manuel Seijas Gunther
Venezuela · MID · 30a
4324302
15
J. Paredes
Ecuador · MID · 29a
4430802
16
Y. Yotún
Peru · MID · 26a
307002
17
Jhasmani Campos Dávalos
Bolivia · MID · 28a
3116602
18
N. Gaitán
Argentina · MID · 28a
3324402
19
M. Hector
Jamaica · DEF · 24a
3325702
20
A. Cooper
Panama · MID · 29a
2215002
Cartões vermelhosTop 20
#JogadorJTitMinAMVM
1
Jermaine Jones
USA · — · 35a
521
2
J. Jones
USA · MID · 35a
5538821
3
D. Yedlin
USA · DEF · 23a
5540821
4
Ó. Romero
Paraguay · MID · 24a
2215121
5
M. Rojo
Argentina · DEF · 26a
5539711
6
R. Austin
Jamaica · DEF · 31a
214411
7
K. Waston
Costa Rica · DEF · 28a
2218011
8
A. Guardado
Mexico · MID · 30a
332532
9
S. Arias
Colombia · DEF · 24a
554501
10
C. Sánchez
Colombia · MID · 30a
432411
11
M. Díaz
Chile · MID · 30a
442651
12
A. Valencia
Ecuador · MID · 31a
443221
13
M. Vecino
Uruguay · MID · 25a
21691
14
A. Godoy
Panama · MID · 26a
221211
15
G. Achilier
Ecuador · DEF · 31a
221801
16
Jean André Emanuel Beausejour Coliqueo
Chile · DEF · 32a
665233
17
A. Vidal
Chile · MID · 29a
554503
18
A. Figuera
Venezuela · MID · 27a
332593
19
B. Wood
USA · ATT · 24a
553992
20
A. Bedoya
USA · MID · 29a
553992

A Copa América Centenário 2016 entrou para a história antes mesmo de sua abertura: realizada nos Estados Unidos entre 3 e 26 de junho, foi a primeira edição do torneio continental sul-americano disputada fora da América do Sul e a primeira a reunir 16 seleções, unindo as dez federadas à CONMEBOL e seis da CONCACAF (Wikipédia). O palco inédito, contudo, não alterou o desfecho — o Chile confirmou sua hegemonia continental ao conquistar o segundo título consecutivo, mais uma vez às custas da Argentina e mais uma vez nos pênaltis.

O Campeão e a Final

A decisão, disputada em 26 de junho, foi a reedição exata da final de 2015: Chile e Argentina. O placar permaneceu em 0 a 0 após os noventa minutos regulamentares e a prorrogação, e a definição foi novamente nas cobranças de penalidade. Os chilenos venceram por 4 a 2 nos pênaltis e levantaram a taça pela segunda vez em dois anos — feito inédito para uma seleção que, até 2015, nunca havia conquistado o torneio (Wikipédia).

A Argentina chegou à final com a melhor campanha da fase de grupos — nove pontos, três vitórias em três jogos, dez gols marcados e apenas um sofrido — e tinha em Lionel Messi e Gonzalo Higuaín seus dois maiores goleadores do torneio. A incapacidade de converter o domínio em gols na decisão custou ao país a taça pela segunda vez consecutiva no mesmo confronto. Para os argentinos, a frustração foi ampliada pelo contexto: Messi encerrou o torneio como artilheiro da seleção alviceleste, com cinco gols e quatro assistências em cinco jogos.

O caminho chileno ao título incluiu uma das maiores goleadas já registradas no torneio: a vitória por 7 a 0 sobre o México nas quartas de final, considerada a maior goleada da competição (Wikipédia). Do outro lado do mata-mata, Argentina eliminou progressivamente seus adversários com folga, mas esbarrou no bloqueio chileno quando o título estava mais próximo.

Destaques e Seleções de Maior Campanha

O Chile foi, sem dúvida, a seleção mais completa da competição. Além do título, dominou as premiações individuais: Alexis Sánchez foi eleito o melhor jogador do torneio e Claudio Bravo levou o prêmio de melhor goleiro (Wikipédia). Nos números, a equipe comandada por Juan Antonio Pizzi marcou sete gols apenas na goleada sobre o México, terminando com o ataque mais prolífico entre as equipes que disputaram o mata-mata.

A Argentina foi a seleção de melhor desempenho na fase de grupos, com aproveitamento de 100% — três vitórias, dez gols marcados e apenas um sofrido. O saldo de gols de +9 foi o melhor de todos os participantes. Messi encerrou o torneio com o maior número de assistências: quatro, ante o segundo colocado (Alexis Sánchez, com duas). A combinação de gols e assistências fez do camisa 10 argentino o jogador mais participativo na criação de oportunidades de todo o certame.

Entre as surpresas, Venezuela e Peru tiveram campanhas sólidas na fase de grupos. A Venezuela terminou com sete pontos em seu grupo — mesmo número do Peru — e ambas avançaram ao mata-mata com desempenho acima do esperado, considerando o histórico recente das duas seleções na competição. O Equador, por sua vez, foi eliminado com cinco pontos, mas se notabilizou pela contribuição ofensiva de E. Valencia, que somou dois gols e duas assistências em apenas quatro jogos.

A Fase de Grupos

Com 16 seleções divididas em quatro grupos de quatro equipes, a fase de grupos da Copa América Centenário revelou um torneio bastante competitivo, com poucos jogos unilaterais entre os cabeças de chave e os representantes da CONCACAF.

  • Argentina foi soberana em seu grupo: 9 pontos, 3V-0E-0D, saldo de gols +9. Atacou com eficiência raramente vista na fase classificatória do torneio.
  • México liderou seu grupo com 7 pontos (2V-1E-0D), saldo +4, antes de sofrer o revés histórico de 7 a 0 para o Chile nas quartas de final.
  • Peru avançou com 7 pontos (2V-1E-0D), saldo +2, mostrando consistência defensiva — apenas dois gols sofridos em três jogos.
  • Venezuela foi outra que terminou a fase de grupos com 7 pontos (2V-1E-0D), e o melhor aproveitamento defensivo entre os classificados com menos tradição: apenas um gol sofrido.
  • Chile avançou com 6 pontos, mesmo sofrendo uma derrota — o que evidencia que a campanha na fase de grupos não antecipou o domínio que viria no mata-mata.
  • Colômbia também somou 6 pontos (2V-0E-1D), com saldo positivo de +2.
  • USA, anfitriã, avançou com 6 pontos em seu grupo, na segunda colocação, aproveitando o fator local para se classificar ao mata-mata.
  • Ecuador foi o oitavo classificado, com 5 pontos (1V-2E-0D) e saldo de +4 — uma das mais eficientes no ataque entre os eliminados na sequência.

Entre os eliminados na fase de grupos, Haiti foi a lanterna absoluta do torneio: zero pontos, zero vitórias, apenas um gol marcado e doze sofridos em três partidas — um saldo de -11. Jamaica e Bolívia também encerraram a fase sem pontuação, com três derrotas cada. Paraguai somou apenas um ponto (um empate, duas derrotas), com o pior ataque entre os sul-americanos presentes: apenas um gol marcado.

O Brasil, por sua vez, viveu fase de grupos aquém do esperado: 4 pontos (1V-1E-1D), terminando em terceiro lugar em seu grupo. Com sete gols marcados e apenas dois sofridos, o saldo era positivo (+5), mas os tropeços impediram uma classificação mais tranquila — e a campanha irregular foi um presságio de eliminação precoce no mata-mata.

Artilharia e Destaques Individuais

Eduardo Vargas foi o artilheiro da Copa América Centenário com seis gols em seis jogos — média de um por partida, ao longo de toda a campanha do Chile até o título (Wikipédia). O atacante foi peça fundamental no ciclo vitorioso da seleção chilena, e sua eficiência contrasta com o fato de não ter recebido nenhum cartão amarelo sequer durante o torneio: seis jogos, seis gols, comportamento disciplinar impecável.

Lionel Messi terminou na segunda posição da artilharia, com cinco gols, mas em apenas cinco jogos — aproveitamento por partida superior ao de qualquer outro jogador entre os cinco primeiros colocados. Acrescentando suas quatro assistências, o argentino somou participação direta em nove dos dez gols da Argentina na fase de grupos — uma dominância estatística raramente vista em grandes torneios.

Gonzalo Higuaín foi o terceiro maior artilheiro, com quatro gols em seis jogos. A dupla Messi-Higuaín respondeu, juntos, por nove gols — o que revela o quanto o ataque argentino dependia dessencialmente de seus dois principais nomes.

Alexis Sánchez completou o quarteto de destaque com três gols e duas assistências, além do prêmio de melhor jogador do torneio (Wikipédia). Junto a Vargas, formou o ataque mais letal da competição. Clint Dempsey, representando os Estados Unidos, igualou Sánchez na artilharia com três gols em seis jogos — o melhor desempenho entre os jogadores da CONCACAF.

Na liderança de assistências, Messi foi isolado com quatro passes para gol, seguido por Alexis Sánchez e Arturo Vidal (Chile), E. Valencia (Equador) e Paolo Guerrero (Peru), todos com duas assistências. Vidal, em particular, foi figura de dupla contribuição: dois gols e dois passes para gol, além de três cartões amarelos em cinco jogos — o mesmo número que Jean André Beausejour e A. Figuera (Venezuela).

Números e Curiosidades

  • A Copa América Centenário registrou 91 gols em 32 jogos, média de 2,84 por partida — torneio de alto rendimento ofensivo (Wikipédia).
  • O público total foi de 1.483.855 espectadores ao longo de toda a competição, reflexo da realização nos Estados Unidos (Wikipédia).
  • Foi a primeira vez desde 1952 que a competição reuniu seleções da CONMEBOL e da CONCACAF em um mesmo torneio oficial (Wikipédia).
  • O Chile tornou-se o primeiro bicampeão consecutivo da Copa América desde a Argentina, nos anos 1940, ao vencer os títulos de 2015 e 2016 (Wikipédia).
  • A goleada de Chile 7 x 0 México nas quartas de final foi o maior placar registrado na competição (Wikipédia).
  • A Argentina teve o ataque mais eficiente da fase de grupos — dez gols em três jogos —, enquanto o Haiti sofreu o maior volume defensivo, com doze gols concedidos.
  • Jermaine Jones, dos Estados Unidos, foi o único jogador listado nos dados a acumular cartão vermelho de forma inequívoca ao longo do torneio, com dois amarelos e um vermelho em cinco jogos.
  • O Equador foi a única equipe eliminada ainda na fase de grupos que terminou invicta — um empate e dois empates, sem nenhuma derrota —, com saldo de gols positivo (+4).
  • Venezuela e Peru encerram a fase de grupos com a mesma pontuação (7), o mesmo número de vitórias (2) e o mesmo saldo de gols (+2), evidenciando um grupo de alto equilíbrio.

A Copa América Centenário 2016 ficará marcada pela confirmação de uma geração chilena excepcionalmente competitiva, pela recorrente frustração argentina nos momentos decisivos e pela envergadura de um torneio que, ao expandir fronteiras geográficas e ampliar o número de participantes, entregou ao mundo do futebol noventa e um gols, recordes históricos e uma final digna de encerrar um centenário com autoridade.

18+. Dados estatísticos com fins informativos. Jogue com responsabilidade. Em caso de dependência ligue 188 (CVV).
Última atualização: sex 12/jun 15:05 BRTDados estatísticos com fins informativos. Conteúdo destinado a maiores de 18 anos. SPA/MF