O Flamengo escreveu mais um capítulo de sua história continental em 2022: invicto do início ao fim, o clube carioca conquistou seu terceiro título da CONMEBOL Libertadores ao derrotar o Athletico Paranaense na final disputada no Equador, encerrando uma edição que reuniu 47 equipes de dez federações sul-americanas, produziu 155 partidas e 382 gols ao longo de meses de competição de alto nível (Wikipédia).
Visão Geral da Edição
A Libertadores de 2022 foi disputada em formato de copa, com fase de grupos dividida em oito chaves de quatro equipes seguida de mata-mata até a grande decisão. Ao todo, 47 clubes representando as dez federações filiadas à CONMEBOL tomaram parte no torneio — um contingente expressivo que reflete a amplitude geográfica da competição. Os 155 jogos oficiais geraram 382 gols, o que equivale a uma média de aproximadamente 2,46 tentos por partida, indicando uma edição com razoável produção ofensiva (Wikipédia). Vale registrar ainda que a CONMEBOL havia abolido a regra do gol fora de casa em 25 de novembro de 2021, alteração que passou a valer integralmente nesta edição e modificou os cálculos táticos nos confrontos de mata-mata (Wikipédia).
O Campeão e a Final
A decisão foi realizada no Estádio Monumental de Barcelona, em Guaiaquil, Equador, em um duelo inédito e totalmente brasileiro entre Flamengo e Athletico Paranaense (Wikipédia). O Flamengo venceu por 1 a 0 e levantou a taça de forma invicta — feito notável em uma competição continental tão exigente. Foi o terceiro título da história do clube rubro-negro na Libertadores e a terceira final disputada em apenas quatro anos, consolidando a posição do Flamengo como a equipe brasileira de maior presença nas grandes decisões sul-americanas do período recente (Wikipédia).
O vice-campeão, Athletico Paranaense, que na fase de grupos terminou em segundo lugar no Grupo B com dez pontos — igualados com o Libertad Asunción, mas em desvantagem no saldo de gols (1 contra 2) —, protagonizou uma campanha sólida até a final, que, porém, não foi suficiente para superar o poderio rubro-negro. Como campeão, o Flamengo garantiu vaga automática no Mundial de Clubes FIFA 2022, além de ter sua participação confirmada no Mundial de Clubes FIFA 2025 (Wikipédia).
Destaques de Campanha e Clubes de Maior Expressão
Além do campeão e do vice, outros clubes merecem destaque pela regularidade e solidez demonstradas ao longo da competição:
- Palmeiras foi a equipe mais dominante na fase de grupos: seis vitórias em seis jogos no Grupo A, 25 gols marcados e apenas 3 sofridos — o melhor ataque e uma das melhores defesas de toda a fase (Wikipédia). O alviverde paulista seguiu como candidato ao título no mata-mata, embora não tenha chegado à final.
- River Plate igualou o Palmeiras nos três gols sofridos na fase de grupos, com 18 marcados e aproveitamento de 16 pontos em 18 possíveis no Grupo F — desempenho que o coloca entre os mais sólidos defensivamente da edição (Wikipédia).
- Estudiantes de La Plata liderou o Grupo C com 13 pontos, campanha consistente que incluiu quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota.
- Boca Juniors avançou pelo Grupo E com 10 pontos, superando o Corinthians por um ponto de diferença num dos grupos mais equilibrados da fase.
- Flamengo, no Grupo H, somou 16 pontos — cinco vitórias e um empate —, com 15 gols marcados e apenas 6 sofridos, o que traduz domínio claro sobre os adversários da chave.
A Fase de Grupos: Equilíbrio e Goleadas
A fase de grupos apresentou cenários bastante distintos entre as oito chaves. Enquanto alguns grupos foram decididos com ampla diferença de pontuação, outros registraram acirrada disputa até a última rodada.
O Grupo A foi o mais desequilibrado: o Palmeiras somou 18 pontos — aproveitamento de 100% — contra os 8 do segundo colocado Emelec. O Independiente Petrolero encerrou a fase com apenas 1 ponto, sofrendo 26 gols em seis partidas, o maior número de gols concedidos de todo o torneio. Nessa chave ocorreu a maior goleada da edição: Palmeiras 8 a 1 sobre o Independiente Petrolero (Wikipédia). O Emelec também castigou o mesmo adversário com um 7 a 0 (Wikipédia).
O Grupo F trouxe o River Plate em posição de destaque absoluto: 16 pontos, sem derrotas, e uma goleada histórica sobre o Alianza Lima por 8 a 1 (Wikipédia). O clube peruano, aliás, encerrou a fase com apenas 1 ponto e saldo de -12 — o pior entre todos os participantes da fase de grupos.
No Grupo B, a situação foi oposta: Libertad Asunción e Athletico Paranaense terminaram empatados em 10 pontos, com os paraguaios avançando em primeiro por vantagem no saldo de gols (2 contra 1). The Strongest e Caracas FC ficaram empatados em 6 pontos, mas o clube boliviano avançou à Sul-Americana pelo melhor saldo. O Grupo G também apresentou equilíbrio: apenas três pontos separaram o líder Colón Santa Fe (10) do último colocado Peñarol (7), com Cerro Porteño e Olimpia emparelhados em 8 pontos.
No Grupo D, Atlético-MG e Deportes Tolima chegaram ambos a 11 pontos, sendo os mineiros classificados em primeiro pelo critério de desempate. O América Mineiro, com apenas 2 pontos — zero vitórias —, sofreu 13 gols e marcou apenas 6, registrando o pior desempenho dentre os clubes brasileiros na fase de grupos. No Grupo H, o Flamengo isolou-se com 16 pontos, enquanto o Talleres de Córdoba foi o segundo com 11.
Artilharia e Destaques Individuais
O destaque individual mais eloquente da edição foi Pedro, centroavante do Flamengo, que terminou o torneio como artilheiro absoluto com 12 gols em 13 jogos — além de 2 assistências e nenhum cartão amarelo ou vermelho ao longo de toda a campanha. Sua eficiência é notável: uma média de 0,92 gols por jogo, domínio que lhe rendeu também o prêmio de melhor jogador da competição (Wikipédia). A diferença para o segundo colocado na artilharia foi substancial: cinco gols separam Pedro do grupo de jogadores que terminou a edição com sete tentos.
Rafael Navarro e Rony, ambos do Palmeiras, dividiram o segundo lugar da artilharia com 7 gols cada em 10 jogos. L. Janson, do Velez Sarsfield, também atingiu a marca de 7 gols em 12 partidas, com 2 assistências — contribuição relevante para um clube argentino que avançou pelo Grupo C apesar de disputar classificação apertada com o Estudiantes.
Nas assistências, Bruno Henrique, do Flamengo, liderou com 5 passes para gol em apenas 6 jogos disputados — a maior eficiência por jogo entre os líderes do ranking. Gabriel Barbosa, também do Flamengo, somou 6 gols e 3 assistências em 12 partidas, reforçando o protagonismo rubro-negro no torneio. Wesley, lateral do Palmeiras, acumulou 4 assistências em 9 jogos sem marcar gols, enquanto E. Triverio, do The Strongest, conjugou 4 gols e 4 assistências em 9 partidas, sendo o jogador de maior participação direta em gols entre os representantes de clubes não finalistas.
Disciplina: Cartões e Ocorrências
Na disciplina, L. Díaz, do Estudiantes de La Plata, liderou o ranking de cartões amarelos com 7 advertências em 11 jogos — o mais advertido de todo o torneio. R. Ortiz, do Olimpia, e Éder, do América Mineiro, acumularam 6 cartões amarelos cada em 9 partidas. F. Zuqui, também do Estudiantes, somou 5 amarelos em 12 jogos, mas contribuiu com 2 assistências ao longo do caminho. V. Gómez, do Velez Sarsfield, completou o top 5 com 5 advertências em 10 partidas.
Entre os cartões vermelhos, quatro jogadores foram expulsos uma vez cada ao longo do torneio: G. Paiva (Olimpia), Gustavo Scarpa (Palmeiras), F. Gutiérrez (U. Católica), Jaílson (Palmeiras) e Danilo Santos (Palmeiras). A presença de três jogadores do Palmeiras nessa lista chama atenção, ainda que o número absoluto de expulsões seja limitado.
Números e Curiosidades
- O Palmeiras registrou o melhor ataque da fase de grupos, com 25 gols em 6 jogos — média de 4,17 por partida (Wikipédia).
- Palmeiras e River Plate dividiram o título de melhor defesa da fase de grupos, com apenas 3 gols sofridos cada (Wikipédia).
- O Independiente Petrolero sofreu 26 gols na fase de grupos — 9 a mais do que o segundo pior da lista —, resultado de um abismo técnico em relação aos adversários do Grupo A.
- A maior goleada da edição foi Palmeiras 8 a 1 sobre o Independiente Petrolero; River Plate igualou o placar ao golear o Alianza Lima por 8 a 1 (Wikipédia).
- O Flamengo é o único clube a terminar a fase de grupos com 16 pontos e também a conquistar o título — ou seja, atravessou toda a competição com extraordinária consistência.
- Pedro, artilheiro com 12 gols, produziu mais gols do que qualquer grupo de dois jogadores no segundo lugar do ranking (Rafael Navarro e Rony somaram, juntos, 14 — mas os 12 de Pedro em menos jogos reforçam a supremacia individual).
- A edição foi a primeira disputada integralmente sem a regra do gol fora de casa, introduzindo maior equilíbrio nos confrontos de mata-mata (Wikipédia).
- Ao todo, 155 partidas e 382 gols foram registrados ao longo do torneio (Wikipédia).
A CONMEBOL Libertadores de 2022 encerrou-se como uma edição de domínio brasileiro nas etapas decisivas e com o Flamengo coroando uma trajetória invicta e consistente, da fase de grupos até Guaiaquil. A presença de dois clubes brasileiros na final — pela segunda vez na história da competição — e o título conquistado com autoridade firmaram a temporada como um marco do futebol sul-americano recente.

































































































