O Botafogo escreveu seu nome na história da América do Sul em 2024: o clube carioca conquistou pela primeira vez o título da CONMEBOL Libertadores, superando o Atlético Mineiro por 3 a 1 na grande final disputada em Buenos Aires, e encerrou uma temporada que reuniu 47 clubes de dez países, 155 partidas e 370 gols em uma edição marcada por confrontos brasileiros e campanhas de alto nível ao longo de todo o continente.
Visão Geral da Temporada
A edição de 2024 da CONMEBOL Libertadores confirmou a hegemonia do futebol brasileiro no maior torneio de clubes da América do Sul. Clubes do Brasil dominaram as fases de grupos, protagonizaram os momentos mais importantes do mata-mata e colocaram dois representantes na decisão. Ao todo, a competição movimentou 47 equipes oriundas das dez associações filiadas à CONMEBOL, produzindo 155 jogos e 370 gols — uma média superior a dois gols por partida (Wikipédia). Outro marco desta temporada foi a mudança de fornecedora de bolas oficiais: após 20 anos de parceria, a Nike deixou de fabricar o material da competição, sendo substituída pela Puma em um contrato de dois anos com a CONMEBOL (Wikipédia).
O Campeão e a Final
O Botafogo chegou à grande decisão como protagonista incontestável do torneio. No Estádio Más Monumental, em Buenos Aires — palco que recebeu a final pelo prestígio e pela capacidade de seu estádio, o maior da América do Sul —, o clube carioca enfrentou o Atlético Mineiro em um duelo inteiramente brasileiro. O resultado foi categórico: vitória botafoguense por 3 a 1, no dia 30 de novembro de 2024 (Wikipédia).
Era a primeira conquista da Libertadores na história do Botafogo, tornando-se o segundo ano consecutivo em que o título foi erguido por um clube inédito no torneio (Wikipédia). A arbitragem da final ficou a cargo de Facundo Tello, em sua estreia como árbitro em finais da competição (Wikipédia). Com o título, o Botafogo garantiu classificação automática tanto para a Copa Intercontinental da FIFA de 2024 quanto para o Mundial de Clubes da FIFA de 2025 (Wikipédia).
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do campeão e do vice-campeão, outros clubes deixaram marcas relevantes ao longo do torneio:
- Atlético Mineiro foi o adversário da final e um dos times mais produtivos da fase de grupos, terminando o Grupo G com campanha impecável: 15 pontos em seis jogos, com cinco vitórias e apenas uma derrota, 14 gols marcados e saldo de +8 — a melhor pontuação entre todos os líderes de grupo.
- River Plate liderou o Grupo H com 16 pontos, a maior pontuação absoluta de qualquer time na fase de grupos, aproveitamento de 88,9%, cinco vitórias, um empate, nenhuma derrota e a melhor defesa da fase, com apenas 3 gols sofridos — igualada pelo São Paulo.
- Palmeiras terminou o Grupo F invicto, com 14 pontos, quatro vitórias, dois empates e o melhor ataque da fase de grupos junto ao Atlético Mineiro, com 14 gols marcados (Wikipédia).
- Fluminense, atual campeão à época, liderou o Grupo A com 14 pontos e campanha sólida de quatro vitórias, dois empates e nenhuma derrota na fase de grupos.
- Peñarol foi o time não brasileiro de maior expressão coletiva, terminando o Grupo G em segundo lugar com 12 pontos, quatro vitórias e saldo de +7.
A Fase de Grupos
Os oito grupos revelaram um torneio competitivo na maior parte das chaves, com alguns confrontos definidos com folga e outros extremamente equilibrados até a última rodada.
- Grupo A: Fluminense dominou com 14 pontos. Colo Colo e Cerro Porteño ficaram empatados em pontos (6), saldo (-1) e gols, com a classificação decidida em critério de desempate. Alianza Lima não venceu nenhuma das seis partidas.
- Grupo B: São Paulo e Talleres de Córdoba terminaram exatamente empatados em pontos (13), vitórias (4) e empates (1), com o São Paulo levando a vantagem pelo saldo de gols (+7 contra +4). O grupo também produziu o maior desequilíbrio: o Cobresal terminou com apenas 1 ponto e saldo de -8.
- Grupo C: The Strongest e Grêmio empataram em tudo — 10 pontos, três vitórias, uma derrota e saldo +2 —, tornando-se um dos grupos mais equilibrados da fase. Huachipato ficou a dois pontos do segundo colocado.
- Grupo D: Junior e Botafogo terminaram empatados em 10 pontos. O Junior, porém, encerrou a fase invicto (dois empates e quatro resultados sem derrota computados como vitórias não entram aqui — na verdade, duas vitórias e quatro empates), enquanto o Botafogo registrou três vitórias e duas derrotas.
- Grupo E: Bolívar liderou com 13 pontos e o melhor ataque do grupo, com 13 gols marcados. O Flamengo avançou em segundo com 10 pontos, apesar de ter o segundo melhor saldo (+7), o que reforça o nível ofensivo do grupo: 36 gols no total.
- Grupo F: Palmeiras foi imbatível, com 14 pontos, nenhuma derrota e 14 gols marcados. Liverpool de Montevidéu foi o time com a pior defesa do grupo, sofrendo 14 gols e encerrando com saldo de -8.
- Grupo G: O mais desequilibrado de todos. Atlético Mineiro, com 15 pontos, dominou de ponta a ponta. O Caracas FC foi o time com o pior desempenho defensivo de toda a fase de grupos: 19 gols sofridos e saldo de -16, terminando com apenas 1 ponto.
- Grupo H: River Plate foi absoluto, com 16 pontos — o máximo possível em condições de cinco vitórias e um empate —, nenhuma derrota e defesa que concedeu apenas 3 gols. Nacional avançou em segundo com 10 pontos.
Artilharia e Destaques Individuais
O prêmio de artilheiro da edição ficou com Júnior Santos, do Botafogo. O atacante marcou 10 gols em 11 partidas, com uma assistência, e terminou com larga vantagem sobre o segundo colocado — uma margem de quatro gols em relação aos perseguidores imediatos. Sua eficiência foi notória: média de quase um gol por jogo disputado ao longo de toda a competição.
O prêmio de melhor jogador da edição foi entregue a Luiz Henrique, também do Botafogo (Wikipédia), reconhecimento que ilustrou a coletividade do clube campeão, cujas contribuições individuais se distribuíram por diferentes atletas.
Entre os destaques individuais por categoria:
- Artilharia: Júnior Santos (Botafogo) – 10 gols em 11 jogos; M. Borja (River Plate) e M. Silvera (Peñarol) dividem o segundo lugar com 6 gols cada; J. Calleri (São Paulo) e Paulinho (Atlético Mineiro) marcaram 5 gols, este último em apenas 5 jogos — a maior média da lista entre os cinco primeiros.
- Assistências: L. Fernández (Peñarol) liderou com 6 assistências em 12 jogos; Hulk (Atlético Mineiro) somou 5 assistências em 11 partidas, além de 1 gol; J. Savarino (Botafogo) foi o mais completo em volume, contribuindo com 4 gols e 4 assistências em 15 jogos — a maior presença entre todos os atletas listados individualmente.
- Disciplina (cartões amarelos): Quatro jogadores terminaram empatados na liderança de cartões amarelos, com 5 cada: É. Wiemberg e A. Vidal (ambos do Colo Colo), D. Polenta (Club Nacional) e E. Darias (Peñarol). A. Barboza (Botafogo) completou os cinco primeiros com 4 amarelos em 15 jogos.
- Cartões vermelhos: W. Aguerre (Peñarol), J. Romaña (San Lorenzo), Gregore (Botafogo), R. Fernández (Botafogo) e M. Navarro (Talleres Córdoba) foram os únicos expulsos registrados entre os destaques disciplinares, cada um com 1 cartão vermelho.
Números e Curiosidades
A edição 2024 deixou uma série de marcas estatísticas e fatos que merecem registro:
- A maior goleada da temporada foi Botafogo 6 a 0 sobre o Aurora, em 28 de fevereiro de 2024, durante a segunda fase preliminar (Wikipédia).
- Melhor ataque da fase de grupos: Atlético Mineiro e Palmeiras dividiram a liderança com 14 gols marcados cada (Wikipédia). Na prática, os dados confirmam esse empate exato: os dois clubes marcaram 14 gols e não sofreram derrota na fase de grupos.
- Melhor defesa da fase de grupos: River Plate e São Paulo, com apenas 3 gols sofridos em seis jogos cada (Wikipédia). O São Paulo, destaque especial, ainda somou 10 gols marcados, resultando no melhor saldo defensivo entre os líderes do seu grupo.
- O Grupo G produziu a maior assimetria da fase: enquanto o Atlético Mineiro marcou 14 gols, o Caracas FC sofreu 19 — o pior saldo de qualquer equipe em toda a fase de grupos (-16).
- O Grupo B foi o mais equilibrado no topo: São Paulo e Talleres terminaram com 13 pontos, 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota e 10 gols marcados cada. A classificação em primeiro só foi definida pelo saldo de gols.
- J. Savarino (Botafogo) e A. Barboza (Botafogo) foram os jogadores com mais partidas disputadas na competição entre os listados, com 15 jogos cada — reflexo da longa caminhada do clube campeão.
- O Grupo D foi o único em que os dois classificados terminaram exatamente empatados em pontos (10), destacando a competitividade da chave entre Junior e Botafogo.
- A final foi disputada no Estádio Más Monumental, em Buenos Aires, com arbitragem de Facundo Tello em sua estreia como árbitro em decisões da Libertadores (Wikipédia).
- Com o título, o Botafogo tornou-se o segundo clube consecutivo a vencer a competição pela primeira vez — sequência inédita na história do torneio (Wikipédia).




































































































