O Barcelona dominou a LaLiga 2017-18 de ponta a ponta e encerrou a temporada com 93 pontos, conquistando o 25º título da história do clube com três rodadas de antecedência (Wikipédia). Em 380 partidas disputadas pelos 20 clubes da divisão, o torneio registrou 1.024 gols, média de 2,69 por jogo — números que traduzem uma edição vibrante ofensivamente, mesmo que o desfecho no topo da tabela raramente tenha sido posto em dúvida.
Visão geral da temporada
A LaLiga 2017-18 foi marcada por uma hegemonia catalã que tornou a disputa pelo título praticamente unilateral, ao mesmo tempo em que a briga pelo G4, a zona de rebaixamento e os destaques individuais mantiveram o campeonato competitivo nas demais frentes. Com 20 clubes, cada time disputou 38 rodadas. O aproveitamento geral foi elevado para os times do topo, mas a distância entre o campeão e os rebaixados ficou evidente: foram 73 pontos de diferença entre o Barcelona (93) e o Málaga (20), lanterna da competição.
Os 1.024 gols marcados em 380 partidas representam uma média de 2,69 tentos por jogo, sinalizando uma edição generosa em termos de produção ofensiva. O melhor ataque foi o do próprio campeão, com 99 gols marcados, enquanto a melhor defesa pertenceu ao Atlético de Madrid, que sofreu apenas 22 gols em 38 rodadas — números que contrastam de maneira expressiva com os 76 gols sofridos pelo Deportivo La Coruña, o terceiro rebaixado.
O campeão e como conquistou o título
O Barcelona encerrou a temporada com 93 pontos, fruto de 28 vitórias, 9 empates e apenas 1 derrota em 38 partidas. Esse aproveitamento de 81,6% é um reflexo de uma campanha consistente e quase sem tropeços. O título foi confirmado com uma vitória sobre o Deportivo La Coruña por 4–2 (Wikipédia), selando a conquista com três rodadas de sobra — margem que evidencia o quanto o Barça foi superior ao restante do pelotão nesta edição.
O ataque blaugrana foi o mais prolífico da competição, com 99 gols marcados. A diferença para o segundo melhor ataque, o Real Madrid (94 gols), é modesta em termos absolutos, mas a diferença de pontuação entre os dois — 17 pontos — revela que o Barcelona soube converter eficiência ofensiva em resultados de forma muito mais constante. O saldo de gols de +70 reforça essa leitura: apenas um resultado negativo em 38 rodadas é estatística rara em qualquer liga europeia de alto nível.
A briga pelo G4 e a classificação continental
Atrás do campeão, Atlético de Madrid, Real Madrid e Valencia completaram o G4 e garantiram vagas nas competições europeias da temporada seguinte. A disputa entre os três foi mais equilibrada do que a separação em relação ao Barcelona sugere.
- Atlético de Madrid (2º, 79 pts): Terminou a 14 pontos do campeão, com campanha sólida de 23 vitórias, 10 empates e 5 derrotas. Dono da melhor defesa do torneio, com apenas 22 gols sofridos, o Atlético construiu seu vice-campeonato na solidez defensiva. Seu saldo de gols foi de +36, muito abaixo do Barça, mas o número de gols sofridos é impressionante para uma temporada inteira.
- Real Madrid (3º, 76 pts): Os merengues ficaram a 3 pontos do vice e a 17 do título, encerrando a temporada com 22 vitórias, 10 empates e 6 derrotas. O ataque madridista foi o segundo mais produtivo (94 gols), mas a defesa vazou 44 vezes — o dobro do rival atleticano —, o que contribuiu para uma posição final abaixo do esperado para o atual campeão europeu da época.
- Valencia (4º, 73 pts): O clube valenciano foi a grande surpresa positiva da temporada, terminando na quarta posição com 73 pontos — apenas 3 atrás do Real Madrid. Com 22 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, o Valencia somou 65 gols marcados e 38 sofridos, construindo um saldo de +27. A diferença de apenas 6 pontos entre o 2º e o 4º colocado ilustra o quão acirrada foi a disputa pelo bloco de qualificação europeia abaixo do campeão.
Na sequência, Villarreal (61 pts, 5º) e Real Betis (60 pts, 6º) ficaram de fora do G4 por margem apertada. O Sevilla, em sétimo com 58 pontos, completou o grupo de clubes com campanhas acima dos 55 pontos, indicando que a parte de cima da tabela foi bastante disputada entre o 5º e o 10º lugar.
A zona de rebaixamento
Três clubes desceram à Segunda División ao final da temporada: Deportivo La Coruña (18º, 29 pts), Las Palmas (19º, 22 pts) e Málaga (20º, 20 pts) (Wikipédia). Os números de cada um contam histórias distintas de queda.
- Deportivo La Coruña (29 pts): Foi o menos mal posicionado entre os rebaixados, com 6 vitórias, 11 empates e 21 derrotas. Ainda assim, os 76 gols sofridos — o pior número defensivo da competição — e o saldo de -38 deixaram evidente que a defesa galega não encontrou estabilidade ao longo do campeonato.
- Las Palmas (22 pts): Com apenas 5 vitórias, 7 empates e 26 derrotas, o clube canário sofreu 74 gols e terminou com saldo de -50. A produção ofensiva de 24 gols em 38 partidas (média inferior a 0,64 por jogo) expôs limitações severas nos dois lados do campo.
- Málaga (20 pts): O lanterna da temporada registrou a pior campanha em número de vitórias (5) e empates (5), com 28 derrotas. Os 24 gols marcados empatam com Las Palmas como o ataque mais apagado da divisão, e os 61 sofridos resultaram em saldo de -37.
A distância entre o 17º colocado, o Leganés (43 pts), e o 18º rebaixado, o Deportivo (29 pts), foi de 14 pontos — margem confortável que indica que a linha de corte foi definida com relativa clareza antes do encerramento do campeonato. Entre os promovidos da Segunda División que disputaram esta edição, Levante, Girona e Getafe (Wikipédia) terminaram todos na primeira metade da tabela, com o Levante em 15º (46 pts), o Girona em 10º (51 pts) e o Getafe em 8º (55 pts), adaptações bem-sucedidas à elite.
Artilharia e destaques individuais
A temporada produziu uma disputa individual rica na artilharia, com cinco jogadores superando a marca de 20 gols — algo que reflete o alto volume ofensivo registrado no torneio.
- L. Messi (Barcelona) — 34 gols, 12 assistências em 36 jogos: Artilheiro e melhor jogador da competição (Wikipédia), Messi foi o protagonista incontestável da temporada. Seus 34 gols representam uma média de 0,94 por partida, e as 12 assistências completam uma participação direta em 46 gols — quase metade dos 99 marcados pelo Barcelona. Recebeu apenas 3 cartões amarelos e nenhum vermelho, combinando produtividade com disciplina.
- Cristiano Ronaldo (Real Madrid) — 26 gols, 5 assistências em 27 jogos: O português terminou como vice-artilheiro com 26 gols em apenas 27 partidas, média de 0,96 por jogo — numericamente superior à de Messi por partida, mas com menos jogos disputados. Foi o mais disciplinado entre os cinco artilheiros, com apenas 1 amarelo e nenhum vermelho.
- L. Suárez (Barcelona) — 25 gols, 12 assistências em 33 jogos: O uruguaio empatou em assistências com Messi (12) e somou 25 gols, tornando-se o terceiro maior artilheiro da edição. A dupla Messi-Suárez foi responsável por 59 gols e 24 assistências combinadas no elenco campeão, o que representa 59,6% dos 99 gols do Barcelona. Suárez somou 9 cartões amarelos, o maior número entre os cinco primeiros artilheiros.
- Iago Aspas (Celta Vigo) — 22 gols, 5 assistências em 34 jogos: O galego foi o destaque fora dos três grandes, liderando o Celta Vigo em termos ofensivos com 22 gols, a melhor marca individual entre jogadores de clubes fora do G4. Seus 22 tentos colocam em perspectiva o desempenho do Celta (13º, 49 pts), cujos 59 gols marcados no geral muito devem ao seu camisa principal.
- C. Stuani (Girona) — 21 gols em 33 jogos: O atacante do Girona, clube recém-promovido, foi a revelação da temporada entre os artilheiros. Seus 21 gols ajudaram o clube catalão a terminar em 10º lugar com 51 pontos, consolidando uma das histórias mais positivas da edição.
Assistências e contribuições criativas
No ranking de assistências, a temporada revelou uma característica marcante: além de Messi e Suárez (12 cada), Pablo Fornals, do Villarreal, igualou essa marca com 12 assistências em 35 partidas, somando apenas 3 gols. O jovem meia espanhol foi o principal criador fora dos grandes clubes. Karim Benzema (Real Madrid) contribuiu com 10 assistências em 32 jogos, acrescentando fluidez ao ataque madridista além dos 5 gols marcados. Antoine Griezmann (Atlético de Madrid) fechou o top 5 de assistências com 9, complementando seus 19 gols e consolidando-se como peça ofensiva completa.
Números e curiosidades da temporada
Além dos destaques individuais e da classificação final, alguns números da temporada merecem atenção especial:
- O Barcelona precisou de apenas 1 derrota em 38 rodadas para levantar o troféu — aproveitamento de 81,6%.
- A diferença de 14 pontos entre o campeão (93) e o vice (79) foi a maior entre o 1º e o 2º colocado, evidenciando dominância clara no topo.
- O Atlético de Madrid sofreu apenas 22 gols em 38 jogos, média de 0,58 por partida — a melhor marca defensiva da competição e um dos números mais restritivos da LaLiga naquela temporada.
- Já o Las Palmas sofreu 74 gols, equivalente a quase 2 por partida, e o Deportivo La Coruña chegou a 76 sofridos — os piores números defensivos da divisão.
- J. Lerma, do Levante, liderou o ranking de cartões amarelos com 16 em apenas 26 partidas, média de 0,62 por jogo. Dani Parejo, do Valencia, acumulou 15 amarelos e 1 vermelho em 34 partidas, tornando-se o mais advertido entre os jogadores mais presentes.
- Sergi Roberto, do Barcelona, foi o jogador com mais cartões vermelhos na temporada: 2 expulsões em 30 jogos.
- O Barcelona marcou 99 gols — faltou apenas um para alcançar a marca simbólica de 100 —, enquanto o Real Madrid, segundo maior atacante do torneio, ficou em 94.
- Levante, Girona e Getafe, os três promovidos da temporada anterior (Wikipédia), terminaram todos acima da zona de rebaixamento, com Getafe alcançando a 8ª posição e 55 pontos.
A LaLiga 2017-18 ficará registrada como uma temporada de supremacia catalã inequívoca, com o Barcelona reunindo o melhor ataque, o artilheiro individual e um aproveitamento que poucos times europeus conseguem sustentar ao longo de uma liga completa. Paralelamente, a luta pelo restante do G4, as histórias de ascensão dos promovidos e a tragédia dos rebaixados asseguraram que, fora da disputa pelo título, o campeonato espanhol entregou drama e competitividade do início ao fim.


































































