A Premier League 2012–13 ficará registrada como a temporada do domínio absoluto do Manchester United: 89 pontos, 28 vitórias e um título conquistado com semanas de antecedência, encerrando uma temporada de alto aproveitamento individual — Robin van Persie como artilheiro dominante — e de intensa luta pela sobrevivência na parte inferior da tabela. Em 380 partidas disputadas por 20 clubes, o campeonato entregou números robustos e uma hierarquia clara no topo, ainda que a disputa pelo G4 tivesse sido decidida apenas por detalhes.
Visão Geral da Temporada
A edição 2012–13 foi a 21ª disputa sob o formato Premier League e a 111ª da divisão de elite do futebol inglês (Wikipédia). Ao longo de 38 rodadas, as 20 equipes produziram um total de 1.063 gols — média de 2,8 tentos por partida —, indicando uma competição com ofensividade acima da média europeia e poucos confrontos travados. O melhor ataque pertenceu ao campeão Manchester United, com 86 gols marcados, enquanto a melhor defesa foi a do vice-campeão Manchester City, que cedeu apenas 34 gols em toda a temporada.
O topo da tabela foi ocupado de ponta a ponta por um grupo de quatro clubes — United, City, Chelsea e Arsenal — separados por apenas 16 pontos entre o primeiro e o quarto colocado. A distância do quarto ao quinto lugar, porém, foi de apenas um ponto, o que conferiu enorme tensão à disputa pela última vaga na UEFA Champions League.
O Campeão: Manchester United e a Conquista do 20º Título
O Manchester United encerrou a temporada com 89 pontos, resultado de 28 vitórias, 5 empates e apenas 5 derrotas em 38 jogos — um aproveitamento de 78% dos pontos disputados. O saldo de gols de +43 (86 marcados e 43 sofridos) refletiu uma equipe com poder ofensivo superior ao de todos os rivais e uma defesa razoavelmente sólida, ainda que não a mais econômica da liga.
O título foi sacramentado em 22 de abril de 2013, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Aston Villa em Old Trafford (Wikipédia). A conquista representou o 20º campeonato inglês do clube (Wikipédia), cifra histórica para o futebol britânico. A vantagem de 11 pontos sobre o vice-campeão Manchester City ao final da competição demonstra que o título não foi resultado de uma reta final dramática, mas sim de uma consistência construída ao longo de toda a temporada. A margem de 89 pontos está entre os totais mais expressivos já registrados na história da Premier League.
Com o melhor ataque da competição, o United se apoiou fortemente na produção do seu centroavante holandês, que também foi o artilheiro individual da liga, para construir uma campanha quase impecável. Apenas cinco derrotas em 38 rodadas atestam a regularidade do elenco ao longo de toda a temporada.
A Briga pelo G4 e a Classificação Continental
Atrás do United, a disputa pelas demais vagas europeias de elite foi intensa. O Manchester City terminou em segundo lugar com 78 pontos, apresentando a melhor defesa do campeonato: somente 34 gols sofridos, saldo de +32 e nove empates em 38 partidas. O Chelsea ficou em terceiro com 75 pontos, tendo o segundo ataque mais prolífico entre os classificados, com 75 gols marcados e saldo de +36.
O Arsenal garantiu a quarta posição com 73 pontos — 21 vitórias, 10 empates e 7 derrotas, com 72 gols marcados e 37 sofridos, saldo de +35. A diferença entre o terceiro colocado (Chelsea, 75 pontos) e o quarto (Arsenal, 73 pontos) foi de apenas dois pontos, enquanto o Tottenham ficou de fora da Champions com 72 pontos, um a menos que o Arsenal. A diferença de saldo de gols entre Arsenal (+35) e Tottenham (+20) foi determinante para a separação das duas equipes.
O Tottenham terminou em quinto lugar com 72 pontos, 21 vitórias e 66 gols marcados, números que, em qualquer temporada menos disputada no topo, seriam suficientes para garantir acesso europeu de elite. O Everton ficou em sexto, com 63 pontos e uma das campanhas mais equilibradas da liga: 16 vitórias e 15 empates, com saldo de +15. O Liverpool completou o sétimo lugar com 61 pontos, 16 vitórias e saldo de +28 — o terceiro melhor da competição, evidência de um ataque eficiente que, no entanto, não foi acompanhado por solidez defensiva suficiente.
A Zona de Rebaixamento
Os três clubes rebaixados ao final da temporada foram QPR, Reading e Wigan Athletic (Wikipédia). O Queens Park Rangers encerrou a competição na lanterna, com apenas 25 pontos: 4 vitórias, 13 empates e 21 derrotas, saldo de -30. O QPR foi o time com menos vitórias de toda a liga e um dos piores ataques, com apenas 30 gols marcados em 38 rodadas.
O Reading terminou na 19ª posição com 28 pontos, registrando 22 derrotas e o mesmo saldo negativo de -30 do QPR. Com 73 gols sofridos, dividiu com o Wigan a segunda pior defesa do campeonato. O Wigan Athletic escapou das duas últimas posições, mas não do rebaixamento: 36 pontos, 9 vitórias, 9 empates e 20 derrotas, com saldo de -26.
O Sunderland foi o 17º colocado, com 39 pontos, e terminou como o time que ficou mais próximo da zona de rebaixamento entre os sobreviventes. A diferença de apenas 3 pontos entre o Sunderland (17º, 39 pontos) e o Wigan (18º, 36 pontos) ilustra o quão equilibrada foi a briga pela permanência. Newcastle (16º), Aston Villa (15º) e Southampton (14º) também ficaram próximos da zona de risco, todos com 41 pontos.
Artilharia e Destaques Individuais
Robin van Persie, do Manchester United, foi o artilheiro da temporada com 26 gols em 38 partidas disputadas, além de acumular 6 cartões amarelos e nenhum vermelho. Sua média supera 0,68 gols por jogo, desempenho que reforçou a campanha do clube campeão e consolidou sua posição como o atacante mais decisivo da liga.
O segundo lugar da artilharia ficou com L. Suárez, do Liverpool, que marcou 23 gols em apenas 33 partidas — média de 0,70 gols por jogo, a mais alta entre os cinco primeiros. No entanto, Suárez também foi um dos jogadores mais punidos com cartões amarelos da competição inteira: 10 amarelos em 33 jogos, figurando no topo da tabela de advertências.
G. Bale, do Tottenham, completou o pódio da artilharia com 21 gols em 33 partidas, desempenho notável para um jogador de características mais abrangentes. C. Benteke, do Aston Villa, marcou 19 gols em 34 jogos, sendo o destaque isolado de uma equipe que terminou em 15º lugar. Fechando o top 5, Miguel Pérez Cuesta, pelo Swansea, anotou 18 gols em 35 partidas.
Na lista de assistências, E. Džeko, do Manchester City, liderou com 0 assistências registradas nos dados — porém com 14 gols marcados em 32 partidas, evidenciando também sua importância ofensiva. Mata, do Chelsea, aparece em segundo com 12 gols em 35 jogos, enquanto Ł. Podolski contribuiu com 11 gols em 33 partidas pelo Arsenal. S. Kagawa, do Manchester United, marcou 6 gols em apenas 20 aparições, e H. Rodallega, do Fulham, anotou 3 gols em 29 jogos.
Cartões e Disciplina
No campo disciplinar, a temporada revelou um grupo de jogadores com altos índices de advertências. C. Gardner, do Sunderland, foi o mais punido em termos combinados: 10 cartões amarelos e 1 cartão vermelho em 33 partidas — além de 6 gols marcados, perfil de meio-campista de dupla face. B. Johnson, do Norwich, e M. Lowton, do Aston Villa, também acumularam 10 amarelos cada, ambos com nenhum vermelho.
L. Suárez, além da artilharia, esteve entre os jogadores mais advertidos, com 10 cartões amarelos em 33 jogos — o maior índice de amarelos por partida entre os artilheiros do top 5. Ramires, do Chelsea, somou 9 amarelos em 35 partidas, figurando no quinto lugar da lista.
Nos cartões vermelhos, S. Sidwell, do Fulham, foi o mais severo caso disciplinar: 2 expulsões e 7 amarelos em 28 jogos. C. Gardner (Sunderland), S. Nzonzi (Stoke City), Stéphane M'Bia Etoundi (QPR) e C. Tioté (Newcastle) completaram o top 5 dos mais expulsos, cada um com 1 vermelho na temporada.
Números e Curiosidades da Temporada
- A temporada 2012–13 foi a 21ª edição da Premier League e a 111ª do campeonato inglês de elite (Wikipédia).
- O Manchester United conquistou seu 20º título nacional (Wikipédia), marca histórica para o futebol inglês.
- O título foi matematicamente confirmado em 22 de abril de 2013, com vitória por 3 a 0 sobre o Aston Villa em Old Trafford (Wikipédia).
- Foram 1.063 gols em 380 jogos, média de 2,8 por partida — indicador de uma das temporadas mais prolíficas recentes da liga.
- O Chelsea goleou o Aston Villa por 8 a 0 em Stamford Bridge, no dia 23 de dezembro de 2012 — o maior placar registrado na temporada (Wikipédia).
- A diferença de pontos entre o campeão (89) e o vice (78) foi de 11 pontos, margem que reflete domínio consistente e não apenas resultado de uma reta final favorável.
- O Manchester City teve a melhor defesa com apenas 34 gols sofridos, enquanto o Manchester United teve o melhor ataque com 86 marcados — os dois Manchesters, portanto, dominaram os extremos estatísticos ofensivo e defensivo.
- QPR e Reading encerraram a temporada com o mesmo saldo de gols (-30), sendo separados apenas pelo total de pontos (25 e 28, respectivamente).
- Wigan, Reading e QPR foram os três rebaixados (Wikipédia), com o Wigan acumulando 73 gols sofridos — total idêntico ao do Reading, segunda pior defesa da competição.
- O Tottenham somou 72 pontos e ficou de fora da Champions League pela diferença de apenas um ponto em relação ao Arsenal (73), quarto colocado.
- Robin van Persie foi o único jogador a marcar 26 gols, tornando-se artilheiro isolado com ampla vantagem sobre o segundo colocado (23 gols).





























































