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Brazil · arquivo

Brasileirão Série D 2020

518 jogos
Quartas de final
FLO 2-0 AME · AME 1-1 FLO
MIR 2-1 APA · APA 2-3 MIR
FAS 0-1 NOV · NOV 3-0 FAS
MAR 1-1 ALT · ALT 5-1 MAR
Semifinais
FLO 1-1 NOV · NOV 0-2 FLO
MIR 4-0 ALT · ALT 0-1 MIR

Grupo 1

#TimeJVEDSGPtsForma
1 Bragantino PA14833+1327VVDED
2 Fast Clube-Am14752+1326EVVDV
3 Galvez14734+724EVDEV
4 Rio Branco14563+321DDVEE
5 Independente PA14527-1017VDDVV
6 Ji-Paraná14446-516EVVED
7 Vilhenense14257-711DDVEE
8 Atlético Acreano14086-148EDDED
Sábado, 30 de janeiro
16h0030/01
Estádio Carlos de Alencar Pinto · Fortaleza
Sábado, 6 de fevereiro
16h0006/02
Estádio José Maria de Campos Maia · Mirassol, São Paulo
ArtilhariaTop 20
#JogadorJTitMinChutes%PenRatAG
1
Wallace Pernambucano
America-RN · ATT · 33a
2020165112
2
Zé Love
Brasiliense · ATT · 33a
141392612
3
Fabrício Daniel
Mirassol · ATT · 23a
2120156811
4
Tiago Marques
Ferroviária · ATT · 32a
1614109311
5
Alex Henrique
Aparecidense · ATT · 35a
1817138710
6
Fabio da Silva Alves
Tupynambás · ATT · 34a
1515132010
7
Thiago de Jesus Santos Roberto
AO Itabaiana · ATT · 32a
1212100510
8
Luquinhas
Brasiliense · MID · 29a
202016009
9
Betinho
Altos · ATT · 33a
202017539
10
Guilherme Queiróz
Novorizontino · ATT · 30a
191814619
11
Adriano Ferreira Martins
Portuguesa RJ · ATT · 38a
131311069
12
Gustavo Coutinho
Cabofriense · ATT · 21a
131311089
13
Renato Henrique
Salgueiro · ATT · 27a
181815918
14
Albano
Aparecidense · MID · 23a
171511288
15
Adriano
Galvez · ATT · 26a
141311338
16
Flávio Torres
Floresta · ATT · 34a
242320007
17
Deysinho
Floresta · MID · 29a
232315877
18
Manoel
Altos · ATT · 31a
222217937
19
Vaníilson de Lima Silva
Goianésia · ATT · 30a
181513467
20
Paulo Baya
Cascavel · ATT · 21a
161612927
AssistênciasTop 13
#JogadorJTitMinGRatA
1
Marcao
Pelotas · FOR · 35a
35
2
Fagner
Ji-Paraná · MID · 31a
32
3
Esquerdinha
Gama · MID · 31a
22
4
Bruno Mezenga
Ferroviária · FOR · 32a
12
5
Caetano
AO Itabaiana · DEF · 27a
11
6
Santana Mateus
Pelotas · DEF · 29a
11
7
Itaqui
São Luiz · DEF · 30a
11
8
Silva Lucas
Mirassol · FOR · 26a
11
9
Abner Gomes Faria
Frei Paulistano · FOR · 23a
11
10
Carvalho Filipe
São Caetano · FOR · 25a
11
11
Hiago
ABC · FOR · 29a
11
12
Felipe Rodrigues
Novorizontino · DEF · 25a
11
13
Almeida Vinicius
Novorizontino · GOA · 21a
10
Cartões amarelosTop 20
#JogadorJTitMinVMAM
1
Floresta · MID · 31a
2222190109
2
Zé Augusto
Guarany de Sobral · DEF · 27a
111199007
3
Marcelo
Vilhenense · ATT · 20a
10962307
4
Léo Baiano
Novorizontino · MID · 28a
2019156907
5
Felipe Guedes
America-RN · MID · 29a
1818153607
6
Gleyvison Castro Marques
Juventude MA · DEF · 24a
1616142307
7
Carlos Henrique
AO Itabaiana · DEF · 26a
1414112307
8
José Alyson dos Santos Alves
Real Noroeste · DEF · 30a
1313113807
9
Tadeu
Coruripe · DEF · 28a
121195107
10
Guto
River AC · MID · 33a
11871407
11
Danilo Boza
Mirassol · DEF · 22a
2020176406
12
Vincius
Vilhenense · DEF · 21a
121288806
13
Franklin
Caldense · MID · 21a
121194006
14
Wesley Soares Pereira
Sinop Fc · MID · 30a
11871216
15
Daniel Carvalho
Mirassol · MID · 24a
2219158906
16
Barba
Novorizontino · MID · 21a
1713105006
17
Ícaro
Aparecidense · DEF · 27a
1717150406
18
Doda
Juventude MA · MID · 25a
16896006
19
Éverton Silva
America-RN · DEF · 32a
1616131606
20
Paulinho
Novorizontino · DEF · 36a
1616138706
Cartões vermelhosTop 20
#JogadorJTitMinAMVM
1
Wesley
Moto Club · DEF · 28a
111184722
2
Renato
Coruripe · MID · 33a
13878742
3
Diego Teles
Afogados · DEF · 31a
101087042
4
Lessandro
Santos AP · MID · 36a
7758741
5
Eduardo Moura
Floresta · DEF · 27a
1414113931
6
Douglas Bomba
Afogados · MID · 28a
9972431
7
Wesley Soares Pereira
Sinop Fc · MID · 30a
11871261
8
Rafael Araújo
Altos · DEF · 36a
1717139251
9
Paulinho Santos
São Luiz · MID · 33a
1616137051
10
Matheus Anunciação
Real Noroeste · DEF · 22a
1515132551
11
Gabriel Bordin Vieira Santos
Marcílio Dias · DEF · 31a
1414116651
12
Charles
Ji-Paraná · MID · 24a
1312118451
13
Anderson Lima Monte
Guarany de Sobral · MID · 26a
11859551
14
Eduardo Alberto Echeverría Espínola
Campinense · MID · 31a
10760551
15
Hugo
AO Itabaiana · DEF · 32a
1515132641
16
Edimar dos Santos
AO Itabaiana · MID · 34a
1414114941
17
Marabá
Ji-Paraná · DEF · 25a
121092441
18
João Pedro
Santos AP · DEF · 21a
10869641
19
Lucas Santos Souza
Jacyobá · DEF · 24a
101071041
20
Raí Teles
Independente PA · ATT · 23a
9767541

A Série D de 2020 ficará registrada como uma das edições mais atípicas da história do futebol brasileiro. Disputada sob o peso da pandemia de COVID-19, com portões fechados e calendário radicalmente alterado — o torneio foi adiado de maio para setembro (Wikipédia) —, a 12.ª edição da quarta divisão nacional reuniu 68 equipes em busca do acesso à Série C e de um título inédito. Quem saiu com a taça foi o Mirassol, clube do interior paulista que conquistou seu primeiro título nacional da história ao superar o Floresta na finalíssima (Wikipédia).

Visão Geral da Temporada

Com 68 times distribuídos em grupos regionais e um mata-mata subsequente, a Série D 2020 foi, como de costume, a competição mais pulverizada e geograficamente abrangente do futebol brasileiro. A novidade — e o peso — deste ano esteve no contexto sanitário: nenhum torcedor pôde entrar nos estádios em nenhuma das partidas, esvaziando as arquibancadas e silenciando as cidades que movimentam suas economias locais ao redor do futebol do interior (Wikipédia). Ainda assim, o nível técnico e a competitividade não desapareceram — pelo contrário, alguns dos números individuais e coletivos registrados em 2020 estão entre os mais expressivos da era moderna da quarta divisão.

Ao final da competição, quatro clubes garantiram o acesso à Série C de 2021: Mirassol, Floresta, Novorizontino e Altos (Wikipédia). A ausência de rebaixamentos na Série D — prática comum no formato da competição — manteve os 68 participantes fora da zona de risco institucional, concentrando toda a tensão nas disputas pelo acesso.

O Campeão e a Final

O Mirassol escreveu a página mais importante de sua história ao ser coroado campeão brasileiro da Série D de 2020 (Wikipédia). O título veio de maneira categórica: vitórias por 1 a 0 em ambas as partidas da final contra o Floresta — uma disputada em Fortaleza, no território do adversário, e a outra no interior paulista, reduto mirassolense (Wikipédia). A consistência nos dois confrontos reflete uma campanha sólida, que aproveitou ao máximo o sistema de mata-mata e soube controlar os momentos decisivos.

O Floresta, clube cearense que chegou à sua primeira final da Série D, não pôde converter a pressão do jogo em casa em gol e também acabou sucumbindo fora, encerrando a competição como vice-campeão. A equipe nordestina, no entanto, garantiu seu acesso à Série C — resultado que, por si só, representa avanço histórico para o futebol do Ceará. Vale registrar que Jô, jogador do Floresta, foi o atleta mais amarelado de toda a competição, com 9 cartões amarelos em 22 partidas, evidência de uma equipe que disputou muitas rodadas e operou sob pressão constante ao longo da temporada.

No elenco campeão, o atacante Fabrício Daniel foi peça-chave: com 11 gols em 21 jogos, terminou entre os três maiores artilheiros da edição e atravessou praticamente toda a competição — um dos jogadores com mais partidas disputadas entre os goleadores do torneio.

Destaques e Clubes de Maior Campanha

Além do campeão e do vice, dois outros clubes completaram o grupo dos promovidos: o Novorizontino e o Altos (Wikipédia). O Novorizontino, também de São Paulo, reforçou a presença paulista na Série C, enquanto o Altos, do Piauí, representou o futebol nordestino entre os ascendentes — um resultado relevante para uma região historicamente sub-representada nas divisões superiores do Brasileirão.

Entre as campanhas notáveis que não resultaram em acesso, o Brasiliense merece destaque especial: o clube do Distrito Federal registrou o melhor ataque de toda a competição, com 32 gols marcados (Wikipédia), número expressivo que traduz uma equipe ofensiva e com identidade clara. O ABC, por sua vez, apresentou a melhor defesa da edição, com apenas 6 gols sofridos em toda a competição (Wikipédia) — uma solidez defensiva rara em um torneio com tantas rodadas e de nível tão heterogêneo.

O Pelotas protagonizou o episódio mais chocante da temporada: a goleada de 9 a 0 sobre o São Caetano, em 24 de outubro, na 9.ª rodada — a maior vitória registrada em toda a edição da Série D 2020 (Wikipédia). O placar histórico expôs a discrepância que pode surgir num torneio com times de realidades tão distintas e marcou definitivamente os anais da competição.

A Fase de Grupos

Os dados disponíveis permitem uma análise aprofundada do Grupo 1, que reuniu oito equipes da região Norte e Centro-Oeste. O Bragantino-PA terminou na liderança com 27 pontos em 14 rodadas — 8 vitórias, 3 empates e 3 derrotas —, com saldo de gols de +13 e 28 gols marcados, o que o tornou o time mais produtivo do grupo. O Fast Clube-AM ficou apenas um ponto atrás, com 26 pontos, sustentado por apenas 2 derrotas — o time amazonense foi o menos derrotado do grupo, com um aproveitamento de 61,9%.

O Galvez completou o trio de classificados com 24 pontos, enquanto o Rio Branco fechou o G-4 com 21 pontos e a campanha mais equilibrada em número de empates (6). A linha de corte entre classificados e eliminados no Grupo 1 ficou entre os 21 pontos do Rio Branco e os 17 do Independente-PA — uma margem de quatro pontos que evidencia o nível de disputa no bloco.

Na parte de baixo da tabela, o Atlético Acreano encerrou a fase de grupos com apenas 8 pontos e nenhuma vitória em 14 jogos — 8 empates e 6 derrotas —, com saldo de gols de -14. Um desempenho que expõe as limitações estruturais de clubes de estados com menos infraestrutura e menores orçamentos, realidade recorrente na Série D. O Vilhenense, com 11 pontos e 7 derrotas, também ficou distante da classificação.

  • Líder do Grupo 1: Bragantino-PA — 27 pontos, 28 gols marcados, saldo +13
  • Melhor aproveitamento do Grupo 1: Fast Clube-AM — apenas 2 derrotas em 14 jogos
  • Pior campanha do Grupo 1: Atlético Acreano — 0 vitórias, saldo -14
  • Margem entre o 4.º e o 5.º colocado do Grupo 1: 4 pontos (Rio Branco 21 x Independente-PA 17)

Artilharia e Destaques Individuais

A artilharia da Série D 2020 terminou empatada no topo: Wallace Pernambucano, do America-RN, e Zé Love, do Brasiliense, dividiram a liderança com 12 gols cada (Wikipédia). Os números, porém, revelam perfis bastante distintos.

Wallace Pernambucano chegou aos seus 12 gols em 20 partidas — uma média de 0,60 gols por jogo — e acumulou apenas 1 cartão amarelo, demonstrando eficiência sem o peso disciplinar. Zé Love, por outro lado, marcou os mesmos 12 gols em apenas 14 jogos, resultando em uma média superior de 0,86 gols por partida, a mais alta entre os artilheiros do torneio. A contrapartida: 5 cartões amarelos, o maior número entre os cinco primeiros colocados na artilharia, sinal de um estilo de jogo mais intenso e de maior contato com a arbitragem.

Fabrício Daniel, do campeão Mirassol, e Tiago Marques, da Ferroviária, aparecem empatados em terceiro lugar com 11 gols cada. Daniel disputou 21 jogos — mais do que qualquer outro artilheiro do top 5 —, enquanto Marques chegou ao mesmo número de gols em apenas 16 partidas (média de 0,69 por jogo). Alex Henrique, da Aparecidense, completa o quinteto com 10 gols em 18 partidas.

  • Wallace Pernambucano (America-RN): 12 gols em 20 jogos — 0,60 gols/jogo, 1 amarelo
  • Zé Love (Brasiliense): 12 gols em 14 jogos — 0,86 gols/jogo, 5 amarelos
  • Fabrício Daniel (Mirassol): 11 gols em 21 jogos — 0,52 gols/jogo, 3 amarelos
  • Tiago Marques (Ferroviária): 11 gols em 16 jogos — 0,69 gols/jogo, 1 amarelo
  • Alex Henrique (Aparecidense): 10 gols em 18 jogos — 0,56 gols/jogo, 2 amarelos

Números e Curiosidades

A Série D 2020 produziu estatísticas que merecem ser registradas como marcos da edição. No campo disciplinar, Jô, do Floresta, foi o jogador mais advertido de toda a competição, com 9 cartões amarelos em 22 partidas — quase um por partida e meia em média. A sequência longa de jogos do Floresta, que chegou até a final, explica em parte o volume de amarelos acumulado pelo atleta.

Entre os cartões vermelhos, Wesley, do Moto Club, e Renato, do Coruripe, lideram com 2 expulsões cada. Diego Teles, do Afogados, também acumula 2 vermelhos em apenas 10 partidas — o maior índice de expulsões por jogo entre os listados.

A goleada de 9 a 0 do Pelotas sobre o São Caetano em 24 de outubro permanece como o resultado mais extremo da temporada (Wikipédia). Num torneio com 68 equipes de realidades tão díspares, esse tipo de placar evidencia a amplitude do abismo técnico e estrutural que pode separar clubes de diferentes regiões e contextos econômicos do futebol brasileiro.

Por fim, o contexto sanitário não pode ser esquecido ao se fazer qualquer balanço desta edição. Disputar 68 equipes, em formato de copa com fases regionais e mata-mata nacional, inteiramente com portões fechados (Wikipédia), foi um feito logístico e institucional relevante da CBF e dos clubes participantes. O futebol seguiu, mesmo sem sua principal energia — o torcedor nas arquibancadas —, e entregou uma edição com título histórico, goleada histórica e artilharia compartilhada. A Série D de 2020 foi, em todos os sentidos, uma temporada fora do comum.

18+. Dados estatísticos com fins informativos. Jogue com responsabilidade. Em caso de dependência ligue 188 (CVV).
Última atualização: sex 12/jun 15:05 BRTDados estatísticos com fins informativos. Conteúdo destinado a maiores de 18 anos. SPA/MF