A edição 2016-17 da UEFA Europa League encerrou sua trajetória em 24 de maio de 2017, na Friends Arena, em Solna, nos arredores de Estocolmo, com o Manchester United conquistando o título inédito da competição ao superar o Ajax na grande final (Wikipédia). Ao longo de meses e 204 partidas, o torneio reuniu clubes de toda a Europa em uma disputa que produziu 563 gols e revelou protagonistas individuais notáveis — tudo isso antes de um desfecho que escreveu história para os Red Devils.
O Campeão e a Final
O Manchester United chegou à final da UEFA Europa League 2016-17 como um dos favoritos, carregando o peso de uma temporada irregular na Premier League e a motivação extra de garantir acesso à UEFA Champions League via título continental. Do outro lado, o Ajax, equipe holandesa com tradição europeia e elenco jovem e talentoso, protagonizou uma campanha que encantou o continente.
A final foi disputada na Friends Arena, em Solna, Estocolmo, na Suécia, em 24 de maio de 2017 (Wikipédia). O Manchester United sagrou-se campeão, conquistando seu primeiro título da Liga Europa da UEFA (Wikipédia). Para o clube inglês, foi uma redenção europeia que também garantiu a vaga na próxima edição da Liga dos Campeões. Para o Ajax, restou o vice-campeonato — um resultado amargo para um grupo que havia impressionado ao longo de toda a campanha.
A presença do Manchester United nos dados da fase de grupos evidencia que o clube havia terminado a etapa inicial em segundo lugar em seu grupo, com 12 pontos em seis jogos, quatro vitórias e duas derrotas, saldo de gols positivo de oito — desempenho consistente, embora longe de ser dominante naquele estágio. O Ajax, por sua vez, finalizou sua fase de grupos com 14 pontos, quatro vitórias, dois empates e nenhuma derrota, marcando 11 gols e sofrendo seis, o que o colocava entre os mais sólidos na etapa classificatória.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do finalista Ajax e do campeão Manchester United, outros clubes chamaram a atenção pela qualidade ou pela trajetória até as fases eliminatórias. O Shakhtar Donetsk foi, numericamente, o grande dominador da fase de grupos: seis vitórias em seis partidas, 21 gols marcados e apenas cinco sofridos, um saldo positivo de 16 e a única equipe com campanha perfeita na etapa classificatória. O Zenit Saint Petersburg também foi destaque, com 15 pontos, 17 gols anotados e saldo de nove.
Do lado espanhol, Celta Vigo e Athletic Club avançaram de seus respectivos grupos, demonstrando a força do futebol ibérico na competição. O AS Roma liderou seu grupo com ataque prolífico — 16 gols em seis jogos —, enquanto a Fiorentina completou a fase inicial com 13 pontos e saldo de nove gols. O FC Schalke 04 apresentou a melhor defesa dentre os líderes de grupo, com apenas três gols sofridos em seis partidas (Wikipédia), somando 15 pontos com cinco vitórias.
Entre as goleadas da temporada, registradas fora da fase de grupos, destacaram-se o Lyon, que aplicou 7 a 1 sobre o AZ Alkmaar nos 16 avos de final (Wikipédia), e nas pré-eliminatórias, o Brøndby que venceu o Valur por 6 a 0 e o KR que goleou o Glenavon pelo mesmo placar, ambos em 7 de julho de 2016 (Wikipédia).
A Fase de Grupos
A fase de grupos da UEFA Europa League 2016-17 reuniu 48 equipes divididas em 12 grupos de quatro times cada. Os líderes e os segundos colocados avançaram ao mata-mata, enquanto os terceiros colocados ainda disputavam um playoff contra equipes que desciam da UEFA Champions League — mecanismo que ampliou o número de clubes de alto nível na fase decisiva.
Alguns números chamam a atenção na análise dos grupos:
- Shakhtar Donetsk — campanha perfeita: 6 vitórias, 21 gols marcados, 5 sofridos, saldo +16. Melhor ataque da fase de grupos (Wikipédia).
- FC Schalke 04 — melhor defesa: apenas 3 gols sofridos em 6 jogos, com 15 pontos e 5 vitórias (Wikipédia).
- Zenit Saint Petersburg — 5 vitórias, 17 gols marcados e saldo de +9.
- AS Roma — ataque poderoso com 16 gols em 6 partidas e saldo de +9, sem derrotas.
- Ajax — 14 pontos, invicto, com equilíbrio entre ataque (11) e defesa (6 sofridos).
- Panathinaikos — pior campanha entre os quarto colocados, com apenas 1 ponto, zero vitórias e saldo de -10, ao lado de Konyaspor.
- Qabala — único clube a encerrar a fase de grupos com zero pontos, seis derrotas e saldo de -9.
A competitividade variou bastante entre os grupos. Em alguns, a diferença entre o líder e o segundo foi mínima — casos em que três ou quatro pontos separavam os classificados. Em outros, como no grupo do Shakhtar, a hierarquia foi estabelecida de forma categórica desde cedo. O Anderlecht avançou como segundo colocado com 11 pontos e saldo de +8, enquanto o Hapoel Beer Sheva, estreante entre as grandes competições europeias, conseguiu oito pontos e a classificação como vice-líder.
Artilharia e Destaques Individuais
No plano individual, a temporada 2016-17 da Europa League foi marcada por eficiência e versatilidade. Os artilheiros da competição — considerando toda a campanha de cada jogador — foram o bosníaco Edin Džeko, pelo AS Roma, e o brasileiro Giuliano, pelo Zenit Saint Petersburg, ambos com 8 gols cada (Wikipédia). Nos dados da fase de grupos, ambos figuraram com essas marcas em apenas 8 jogos, o que demonstra um desempenho de alta produtividade.
O líder exclusivo da artilharia nos dados totais disponíveis, no entanto, foi o guineense Kalifa Coulibaly, do Gent, com 9 gols em 13 jogos — um a mais que Džeko e Giuliano. Com três cartões amarelos ao longo da campanha e uma assistência, Coulibaly foi o centroavante mais prolífico do torneio, ainda que seu clube tenha terminado a fase de grupos na segunda posição com 8 pontos.
Na sequência dos artilheiros, Łukasz Teodorczyk, do Anderlecht, marcou 7 gols em 13 partidas, e Leon Bailey, pelo Genk, também chegou a 7 gols em 12 jogos — revelação jamaicana que começava a chamar a atenção da Europa.
No ranking de assistências, Giuliano foi absoluto: além dos 8 gols, distribuiu 6 passes para gol em apenas 8 partidas — uma combinação que o torna, numericamente, o jogador mais decisivo da edição em termos de participações diretas em gols. O espanhol Pozuelo, do Genk, somou 5 assistências em 15 jogos, sendo também o quarto jogador com mais cartões amarelos na competição — 5 ao longo da campanha. O duo do Ajax, Bertrand Traoré e Hakim Ziyech, contribuiu com 4 assistências cada, ambos em 13 jogos, consolidando a imagem de um meio-campo criativo nos Lanceiros.
Números e Curiosidades
A UEFA Europa League 2016-17 foi uma das edições mais ricas em estatísticas e cenários contrastantes. Alguns números e fatos merecem registro:
- A competição contou com 204 jogos e 563 gols ao longo de toda a temporada, uma média superior a 2,7 gols por partida (Wikipédia).
- E. Bailly, zagueiro do Manchester United, liderou o ranking de cartões vermelhos com 2 expulsões e 4 amarelos em 11 jogos — dado que ilustra os desafios disciplinares enfrentados pelo defensor ivoriano ao longo do caminho até o título.
- J. Veltman (Ajax), M. Wakaso (Panathinaikos) e o defensor do Olympiakos Piraeus foram os jogadores com mais cartões amarelos na fase de grupos — 6 cada. Wakaso acumulou ainda 1 cartão vermelho em apenas 7 partidas.
- O Zorya Luhansk foi um dos clubes com desempenho mais apagado entre os vice-líderes: apenas 2 pontos, zero vitórias e saldo de -6 na fase de grupos.
- O FC Konyaspor e o Panathinaikos, ambos com apenas 1 ponto, foram as piores campanhas entre os times que participaram, com saldo de gols de -10 — uma diferença abissal em relação aos líderes de seus grupos.
- O confronto entre Shakhtar Donetsk e Manchester United, representado nas estatísticas de cartões e jogadores, aponta para caminhos cruzados ao longo do torneio — Fred, do Shakhtar, e E. Bailly, do United, estão entre os jogadores com mais expulsões.
- O brasileiro Marlos, do Shakhtar Donetsk, distribuiu 4 assistências em 9 jogos sem receber sequer um cartão — um dos participantes mais disciplinados e eficientes da competição.
A UEFA Europa League 2016-17 ficará marcada na história do futebol europeu sobretudo pelo título inédito do Manchester United (Wikipédia), que encerrou a temporada erguendo a taça em Estocolmo e garantindo seu passaporte para a Liga dos Campeões. A campanha do Ajax, jovem e corajosa até o fim, confirmou o potencial de uma geração holandesa que viria a projetar seus jogadores aos principais clubes do continente nos anos seguintes. Nos grupos, o Shakhtar Donetsk foi a equipe mais dominante, e Kalifa Coulibaly, o artilheiro da competição, enquanto Giuliano combinou como ninguém gols e assistências em uma temporada europeia de alto nível.




















































































































































































































