O Real Madrid encerrou a edição 2016–17 da UEFA Champions League com o troféu de número 12 em sua história, derrotando a Juventus por 4 a 1 na final disputada no Millennium Stadium, em Cardiff, País de Gales, em 3 de junho de 2017 (Wikipédia). A competição reuniu 78 clubes de 53 associações da UEFA (Wikipédia) e produziu uma fase de grupos marcada por grandes ataques, defesas sólidas e a presença de estreantes ilustres na elite europeia. Cristiano Ronaldo encerrou o torneio como artilheiro absoluto com 12 gols, sendo eleito o melhor jogador da edição (Wikipédia).
O Campeão e a Final
O Real Madrid chegou à final como um dos mais sólidos protagonistas do torneio. Na fase de grupos, o clube merengue integrou o Grupo F ao lado do Borussia Dortmund, Legia Warszawa e Sporting CP, encerrando a fase sem nenhuma derrota — três vitórias e três empates, 16 gols marcados e 10 sofridos, com 12 pontos conquistados. A campanha na fase eliminatória culminou no duelo decisivo com a Juventus.
Na final em Cardiff, o Real Madrid impôs sua superioridade de forma categórica, vencendo por 4 a 1 (Wikipédia). O resultado consolidou um feito histórico: o décimo segundo título da competição para o clube espanhol, ampliando ainda mais o recorde de conquistas na história da Liga dos Campeões (Wikipédia). Cristiano Ronaldo, artilheiro da competição com 12 gols em 13 jogos, foi premiado como melhor jogador da edição (Wikipédia), coroando uma temporada individual de altíssimo nível.
Do lado perdedor, a Juventus chegou à final após uma fase de grupos dominante — líder isolada do Grupo H com 14 pontos, melhor defesa da fase inicial com apenas 2 gols sofridos (Wikipédia) —, mas não resistiu ao poderio ofensivo do adversário espanhol no confronto decisivo.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além dos finalistas, outros clubes apresentaram campanhas relevantes ao longo da competição:
- Borussia Dortmund: líder do Grupo F com 14 pontos e o melhor ataque da fase de grupos, com 21 gols marcados em seis jogos (Wikipédia) — uma média superior a três gols por partida.
- Barcelona: liderou o Grupo C com aproveitamento máximo de 15 pontos em 18 possíveis — cinco vitórias e uma derrota —, marcando 20 gols e sofrendo apenas 4, o maior saldo de gols da fase de grupos, de +16.
- Atlético de Madrid: encerrou o Grupo D também com 15 pontos, igualando o Barcelona em aproveitamento, com a melhor relação defensiva entre as equipes de cinco vitórias: apenas 2 gols sofridos na fase inicial.
- Leicester City: em sua estreia histórica na Champions League, o clube inglês liderou o Grupo G com 13 pontos, superando o FC Porto na classificação — uma das narrativas mais surpreendentes da fase de grupos.
- Arsenal: liderou o Grupo A com 14 pontos, quatro vitórias e dois empates, sem qualquer derrota e com saldo de gols de +12.
A Fase de Grupos
A fase de grupos distribuiu 32 clubes em oito chaves, com resultados que revelaram tanto domínio absoluto quanto disputas acirradas. Confira o panorama por grupo:
- Grupo A: Arsenal (14 pts) e Paris Saint-Germain (12 pts) avançaram sem conhecer a derrota. Ludogorets e FC Basel ficaram para trás, com 3 e 2 pontos, respectivamente. O Arsenal marcou 18 gols, enquanto o Basel sofreu 12 e marcou apenas 3.
- Grupo B: O Napoli surpreendeu como líder com 11 pontos, seguido pelo Benfica (8). Beşiktaş e Dynamo Kyiv ficaram na zona de eliminação com 7 e 5 pontos, respectivamente. O grupo foi o mais equilibrado numericamente: nenhum time foi eliminado de forma acachapante.
- Grupo C: Barcelona foi dominante com 15 pontos e saldo de +16. Manchester City (9 pts) avançou em segundo. O Celtic encerrou com apenas 3 pontos e sofreu 16 gols — e foi justamente vítima da maior goleada da fase de grupos, o 7 a 0 sofrido diante do Barcelona no Camp Nou, em 13 de setembro de 2016 (Wikipédia).
- Grupo D: Atlético de Madrid (15 pts) e Bayern München (12 pts) avançaram com folga. O FC Rostov (5 pts) e o PSV Eindhoven (2 pts) encerraram na terceira e quarta posições.
- Grupo E: Monaco (11 pts) e Bayer Leverkusen (10 pts) se classificaram em uma chave competitiva. O Tottenham, com 7 pontos, ficou de fora. O CSKA Moscou não venceu nenhum jogo, somando 3 pontos em três empates.
- Grupo F: Borussia Dortmund (14 pts) e Real Madrid (12 pts) avançaram em um grupo que produziu grande volume ofensivo. O Legia Warszawa sofreu 24 gols — o maior número entre todos os times da fase de grupos —, com saldo negativo de -15, igual ao do Dinamo Zagreb no Grupo H.
- Grupo G: Leicester (13 pts), em sua estreia na competição, superou o FC Porto (11 pts) na primeira posição. O Copenhagen (9 pts) ficou de fora por critérios de desempate. O Club Brugge encerrou a fase sem nenhum ponto: seis jogos, seis derrotas, 2 gols marcados e 14 sofridos.
- Grupo H: Juventus (14 pts) e Sevilla (11 pts) avançaram. Lyon somou 8 pontos, mas não foi suficiente. O Dinamo Zagreb registrou um dos desempenhos mais negativos da fase: seis derrotas, nenhum gol marcado e 15 sofridos — o único clube a terminar com saldo -15 sem ao menos balançar as redes.
Artilharia e Destaques Individuais
A competição produziu estatísticas individuais de alto nível, com nomes consagrados no topo das principais categorias:
- Artilharia: Cristiano Ronaldo (Real Madrid) liderou com 12 gols em 13 jogos, sendo eleito melhor jogador da edição (Wikipédia). O segundo colocado, Lionel Messi (Barcelona), somou 11 gols em apenas 9 partidas — uma média ligeiramente superior por jogo, mas com menor participação no torneio. Sergio Agüero (Manchester City), Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) e Robert Lewandowski (Bayern München) dividiram a terceira posição com 8 gols cada.
- Assistências: Neymar (Barcelona) liderou a categoria com 8 assistências em 9 jogos, somando ainda 4 gols. O jovem Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) apareceu em segundo, com 6 assistências e 2 gols em 10 partidas — número notável para um jogador que estreava na competição. Cristiano Ronaldo completou um duplo destaque ao figurar também no top-3 de assistências, com 5. Dani Carvajal (Real Madrid) igualou Ronaldo nas assistências com 5, sem marcar gols em 11 jogos, evidenciando seu papel de construção pela lateral. Dani Alves (Juventus), com 3 gols e 4 assistências em 12 partidas, demonstrou a versatilidade ofensiva esperada de um lateral de alto nível.
- Disciplina: Fabinho (Monaco) liderou o ranking de cartões amarelos com 6 amonestações em 14 jogos — a maior participação em partidas entre todos os jogadores listados nas estatísticas individuais. Neymar acumulou 5 cartões amarelos nos mesmos 9 jogos em que produziu 12 participações em gols e assistências, refletindo uma temporada europeia intensa e disputada. P. Stojanović e Jonas, ambos do Dinamo Zagreb, somaram 5 amarelos cada, em um clube que terminou a fase de grupos sem pontuar e sem marcar. Vincent Aboubakar (Beşiktaş) foi o único jogador listado a ser expulso com mais frequência no topo da tabela disciplinar, somando 1 cartão vermelho e 4 amarelos em apenas 6 jogos.
Números e Curiosidades
- A edição contou com 78 clubes de 53 associações da UEFA, o que a torna uma das mais amplas em termos de participação inicial (Wikipédia).
- O Skënderbeu Korçë foi excluído da competição por manipulação de resultados; sua vaga foi repassada ao Partizani Tirana, também da Albânia (Wikipédia).
- O Barcelona registrou a maior goleada da fase de grupos ao vencer o Celtic por 7 a 0 no Camp Nou, em 13 de setembro de 2016 (Wikipédia).
- O Borussia Dortmund foi o time com o maior ataque na fase de grupos: 21 gols em 6 jogos, média de 3,5 gols por partida (Wikipédia).
- A Juventus apresentou a defesa mais sólida da fase de grupos: apenas 2 gols sofridos em 6 jogos (Wikipédia).
- O Club Brugge foi o único time da fase de grupos a encerrar a campanha com zero pontos e mantendo ao menos algum gol marcado — 2 gols e 14 sofridos.
- O Dinamo Zagreb terminou sem pontuar e sem marcar sequer um gol, com saldo de -15, igualado apenas pelo Legia Warszawa, que ao menos balançou as redes adversárias 9 vezes.
- O Grupo D foi o único em que os dois classificados — Atlético de Madrid e Bayern München — terminaram com 15 e 12 pontos respectivamente, ambos em campanhas consistentes, enquanto os dois eliminados ficaram abaixo dos 6 pontos.
- Cristiano Ronaldo foi o único jogador entre os cinco primeiros artilheiros a atuar em mais de 10 partidas: 13 jogos no total, o que reforça a perenidade de sua participação ao longo de toda a competição.
- Leicester City, recém-sagrado campeão da Premier League inglesa, estreou na fase de grupos da Champions e avançou às oitavas de final como líder do Grupo G — uma das histórias mais emblemáticas da edição.


























































































































