O Real Madrid encerrou a temporada 2017–18 da UEFA Champions League com mais um título continental, conquistando sua 13ª taça da história da competição (Wikipédia). Em uma edição marcada pelo domínio ofensivo do Liverpool na fase de grupos, pela irregularidade de gigantes e pela grandeza individual de Cristiano Ronaldo, a Liga dos Campeões voltou a coroar os merengues como os grandes senhores da Europa.
Visão Geral da Temporada
A edição reuniu 79 times de 54 associações da UEFA, com 125 jogos disputados ao longo de todas as fases e um total impressionante de 401 gols marcados (Wikipédia) — uma média superior a três gols por partida. A competição confirmou o padrão de alto nível das edições recentes, com fase de grupos repleta de confrontos equilibrados e mata-mata de enorme qualidade técnica. A temporada teve ainda um registro histórico: o Kosovo fez sua estreia na Champions League como novo membro da UEFA (Wikipédia).
O Campeão e a Final
O Real Madrid chegou à grande decisão após uma campanha de consistência crescente, terminando a fase de grupos como segundo colocado do Grupo H, com 13 pontos em seis jogos — quatro vitórias, um empate e uma derrota, 17 gols marcados e apenas 7 sofridos, com saldo de +10. O Tottenham, que encerrou a mesma chave com 16 pontos sem qualquer derrota, acabaria por ser eliminado ao longo do mata-mata, enquanto o Real Madrid avançou fase a fase até a final.
A decisão foi disputada no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, em 26 de maio de 2018, contra o Liverpool. O placar final de 3 a 1 em favor dos espanhóis confirmou o 13º título europeu do clube (Wikipédia). O meio-campista croata Luka Modric, do próprio Real Madrid, foi eleito o melhor jogador da competição (Wikipédia), coroando uma temporada individual de alta qualidade.
O Vice e a Campanha do Liverpool
O Liverpool foi o grande protagonista do outro lado do confronto. Os ingleses foram o time mais espetacular da fase de grupos: líderes do Grupo E com 12 pontos em seis partidas — três vitórias, três empates e nenhuma derrota —, e com o ataque mais desequilibrador da chave, com 23 gols marcados e apenas 6 sofridos, construindo um saldo de +17. A equipe chegou à final como merecedora, sustentada por uma linha ofensiva de altíssimo nível que dominou as estatísticas individuais de toda a competição.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além de Real Madrid e Liverpool, outros clubes marcaram presença na fase de grupos com desempenhos dignos de nota:
- Tottenham (Grupo H): melhor campanha absoluta entre todos os primeiros colocados, com 16 pontos, cinco vitórias, um empate e nenhuma derrota, saldo de +11 e apenas 4 gols sofridos.
- Paris Saint-Germain (Grupo B): liderou com 15 pontos e o melhor ataque de toda a fase de grupos — 25 gols marcados em seis jogos (Wikipédia), saldo de +21.
- Barcelona (Grupo D): invicto com 14 pontos, apresentou a melhor defesa da fase de grupos — apenas 1 gol sofrido em seis partidas (Wikipédia), com saldo de +8.
- Manchester City (Grupo F): 15 pontos, cinco vitórias, 14 gols marcados e saldo de +9.
- Manchester United (Grupo A): também com 15 pontos, cinco vitórias e saldo de +9.
- Besiktas (Grupo G): invicto com 14 pontos, quatro vitórias e dois empates, saldo de +6, resultado notável para o clube turco.
A Fase de Grupos
A fase de grupos revelou contrastes marcantes. Se por um lado havia equipes de alto rendimento como PSG, Barcelona e Manchester City, por outro alguns gigantes tiveram dificuldades inesperadas.
O Borussia Dortmund viveu uma fase de grupos para esquecer: apenas 2 pontos em seis jogos no Grupo H, com quatro derrotas e dois empates, 7 gols marcados e 13 sofridos, terminando empatado na terceira posição com o Apoel Nicosia — os cipriotas, porém, marcaram apenas 2 gols no grupo inteiro. O Atlético de Madrid, no Grupo C, também surpreendeu negativamente ao terminar na terceira colocação com 7 pontos, enquanto AS Roma e Chelsea avançaram empatados com 11 pontos cada. O Monaco, campeão moral da temporada anterior, somou apenas 2 pontos no Grupo G, com quatro derrotas e dois empates, sofrendo 16 gols.
O Grupo B foi o mais equilibrado no topo: PSG e Bayern München terminaram empatados com 15 pontos cada, tendo ambos cinco vitórias e uma derrota. A classificação foi definida por critérios de desempate. Na outra ponta, o Benfica teve a pior campanha absoluta da fase de grupos: zero pontos, seis derrotas, apenas 1 gol marcado e 14 sofridos no Grupo A — um saldo de -13 que ilustra o abismo que separou os portugueses dos demais competidores da chave.
Artilharia e Destaques Individuais
Cristiano Ronaldo foi, mais uma vez, o artilheiro da competição, com 15 gols em 13 jogos disputados pelo Real Madrid — uma média superior a um gol por partida. O português também contribuiu com 3 assistências e acumulou 2 cartões amarelos, sem nenhuma expulsão (Wikipédia).
Logo atrás, a linha ofensiva do Liverpool dominou as posições seguintes do ranking de artilheiros de forma impressionante:
- Roberto Firmino (Liverpool): 11 gols e 8 assistências em 15 jogos — o mais completo em termos de participações diretas em gols de toda a temporada.
- Mohamed Salah (Liverpool): 11 gols e 4 assistências em 15 jogos, sem nenhum cartão amarelo — o jogador mais limpo entre os artilheiros.
- S. Mané (Liverpool): 10 gols e 2 assistências em 13 jogos, completando o trio avançado dos Reds como uma das linhas de frente mais produtivas já vistas na fase de grupos da competição.
- W. Ben Yedder (Sevilla): 10 gols em apenas 11 jogos, com eficiência notável pelo clube espanhol.
O Liverpool, portanto, colocou três jogadores entre os cinco maiores artilheiros da temporada, somando 32 gols apenas entre o trio Firmino–Salah–Mané.
No ranking de assistências, o domínio dos ingleses foi ainda mais evidente: Roberto Firmino e James Milner, ambos do Liverpool, dividiram a liderança com 8 assistências cada. Milner fez isso sem marcar um único gol em 13 jogos — desempenho puramente associativo. Mohamed Salah e Marcelo, do Real Madrid, completaram o top-5 com 4 assistências cada. Dele Alli, do Tottenham, também chegou a 4 assistências, mas em apenas 5 partidas disputadas.
Números e Curiosidades
A temporada reservou marcas e estatísticas que merecem registro:
- O Liverpool aplicou a maior goleada da fase de grupos em dois momentos distintos: 7 a 0 sobre o Spartak Moscou em 6 de dezembro de 2017 e 7 a 0 sobre o Maribor em 17 de outubro de 2017 (Wikipédia), consolidando um ataque devastador na fase de grupos.
- O PSG registrou o melhor ataque da fase de grupos com 25 gols em seis partidas (Wikipédia) — uma média de mais de 4 gols por jogo.
- O Barcelona teve a melhor defesa da fase de grupos, sofrendo apenas 1 gol em seis partidas (Wikipédia) — uma solidez defensiva raramente vista na competição.
- B. Vrhovec, do Maribor, e T. Xhaka, do FC Basel 1893, lideraram o ranking de cartões amarelos com 5 cada ao longo da temporada. T. Vilhena, do Feyenoord, foi o jogador mais indisciplinado em termos combinados: 4 amarelos e 1 cartão vermelho em apenas 6 jogos.
- O Tottenham terminou a fase de grupos com a melhor campanha geral — 16 pontos, invicto, com o menor número de gols sofridos entre os líderes de grupo (apenas 4). Ainda assim, o clube não chegou à final.
- O Benfica somou zero pontos no Grupo A, encerrando a fase de grupos sem uma única vitória ou empate. Com 1 gol marcado e 14 sofridos, os portugueses tiveram a pior campanha entre os 32 times da fase de grupos.
- A competição como um todo produziu 401 gols em 125 partidas (Wikipédia), reafirmando o alto nível de produção ofensiva da edição.
No encerramento de uma temporada rica em estatísticas e protagonismos, o Real Madrid reafirmou sua hegemonia europeia ao conquistar o 13º título da Liga dos Campeões com uma final vencida por 3 a 1 sobre o Liverpool em Kiev (Wikipédia). A edição ficará marcada pelo poder de fogo do Liverpool na fase de grupos, pelo domínio individual de Cristiano Ronaldo na artilharia e pela consistência defensiva do Barcelona — mas, ao fim, o troféu voltou mais uma vez para Madrid.





























































































































