O Real Madrid ergueu o troféu da UEFA Champions League pela 15ª vez na história do clube (Wikipédia), encerrando a edição 2023/24 da competição europeia mais prestigiada do futebol mundial. A grande decisão ocorreu em 1º de junho de 2024, no Estádio de Wembley, em Londres, diante do Borussia Dortmund, em uma final que coroou a campanha dos merengues como a mais consistente do torneio (Wikipédia). Ao longo de 125 partidas e 375 gols marcados no total, a 69ª edição da Liga dos Campeões também ficou marcada por ser a última no formato de 32 equipes na fase de grupos, encerrando uma era no calendário europeu.
O Campeão e a Final
O Real Madrid chegou à final de Wembley como grande favorito após uma fase de grupos impecável: seis vitórias em seis jogos no Grupo C, 16 gols marcados, apenas 7 sofridos e 18 pontos — aproveitamento de 100%. O clube espanhol foi a única equipe, ao lado do Manchester City, a fechar a fase inicial com campanha perfeita. O adversário na decisão foi o Borussia Dortmund, finalista pela segunda vez em pouco mais de uma década, que chegou a Wembley após uma campanha de mata-mata de alto nível (Wikipédia).
O título foi o 15º do Real Madrid na história da Champions League/Copa dos Campeões (Wikipédia), reforçando a hegemonia histórica do clube de Madri na competição. O destaque individual da campanha madridista foi Vinícius Júnior, eleito o melhor jogador do torneio (Wikipédia), que somou 6 gols e 4 assistências em 10 partidas, sendo também o quarto maior artilheiro da competição e o segundo maior garçom entre os jogadores de linha.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do Real Madrid campeão e do Borussia Dortmund vice, outros clubes tiveram campanhas de destaque ao longo da temporada. O Manchester City foi a equipe mais avassaladora na fase de grupos, terminando o Grupo G com 18 pontos e 18 gols marcados — melhor ataque da fase inicial (Wikipédia). O Arsenal dominou o Grupo B com folga, acumulando 13 pontos, saldo de gols de +12 e apenas 4 gols sofridos em seis partidas. O Atlético de Madrid, por sua vez, encerrou o Grupo E como o time mais efetivo em termos de gols marcados: 17 ao todo, com aproveitamento de 77,8%.
O Inter de Milão e a Real Sociedad protagonizaram um dos grupos mais equilibrados da fase inicial. Ambos terminaram o Grupo D com 12 pontos, sem qualquer derrota em seis rodadas — a Real Sociedad com melhor defesa do grupo (apenas 2 gols sofridos) e o Inter com vantagem no saldo de gols na comparação entre os dois.
- Real Madrid (Grupo C): 18 pts | 6V 0E 0D | GP 16 GC 7 SG +9
- Manchester City (Grupo G): 18 pts | 6V 0E 0D | GP 18 GC 7 SG +11
- Arsenal (Grupo B): 13 pts | 4V 1E 1D | GP 16 GC 4 SG +12
- Atlético de Madrid (Grupo E): 14 pts | 4V 2E 0D | GP 17 GC 6 SG +11
- Bayern München (Grupo A): 16 pts | 5V 1E 0D | GP 12 GC 6 SG +6
A Fase de Grupos
A fase de grupos reuniu 32 equipes divididas em oito chaves de quatro times cada. O nível de competitividade variou bastante entre os grupos: enquanto alguns foram dominados com autoridade, outros exigiram uma última rodada decisiva para definir os classificados.
O Grupo A teve o Bayern München como dominante, com 16 pontos e aproveitamento de 88,9%. O Manchester United, no entanto, foi a maior decepção do grupo: apenas 4 pontos, 4 derrotas e saldo de gols de -3, o que representou uma eliminação precoce e vexatória para o gigante inglês. O FC Copenhagen avançou como segundo colocado com 8 pontos.
O Grupo B foi marcado pelo domínio do Arsenal — melhor saldo de gols (+12) entre todos os primeiros colocados —, enquanto o PSV Eindhoven garantiu a segunda vaga com 9 pontos. O Sevilla encerrou a fase com apenas 2 pontos e nenhuma vitória, sendo o pior desempenho entre os quatro times do grupo.
O Grupo C foi o mais desequilibrado da competição: o Real Madrid venceu todos os seis jogos e chegou aos 18 pontos, distanciando-se 8 pontos do Napoli, segundo colocado com 10 pontos. O SC Braga e o Union Berlin completaram o grupo com campanhas modestas, somando 4 e 2 pontos respectivamente.
O Grupo D foi o mais equilibrado: Real Sociedad e Inter empataram em 12 pontos sem qualquer derrota, enquanto Benfica e Red Bull Salzburg ficaram empatados em 4 pontos na lanterna. A Real Sociedad ficou com a primeira colocação pelo maior aproveitamento no confronto direto.
O Grupo E foi dominado pelo Atlético de Madrid, com 14 pontos e saldo de +11. A Lazio avançou como segundo colocada com 10 pontos. O Celtic foi o time com o pior saldo de gols de toda a fase de grupos: -10 (5 gols marcados, 15 sofridos).
O Grupo F foi o mais disputado entre os quatro classificados às oitavas: Borussia Dortmund avançou em primeiro com 11 pontos, enquanto Paris Saint-Germain e AC Milan empataram em 8 pontos, com o PSG levando a segunda vaga. O Newcastle somou 5 pontos na sua reestreia europeia no alto nível.
O Grupo G foi amplamente controlado pelo Manchester City, que encerrou os seis jogos com aproveitamento perfeito e 18 pontos. O RB Leipzig avançou em segundo com 12 pontos. O FK Crvena Zvezda terminou em último com apenas 1 ponto em seis rodadas.
O Grupo H foi decidido pelo saldo de gols: Barcelona e FC Porto terminaram empatados em 12 pontos, com o Porto tendo saldo superior (+7 contra +6 do Barça), mas o Barcelona ficou com a primeira posição por critérios de desempate no confronto direto. O Shakhtar Donetsk surpreendeu com 9 pontos e ficou na beira da classificação para a Liga Europa.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da competição terminou empatada no topo com três nomes de peso: Harry Kane (Bayern München), Luuk de Jong (PSV Eindhoven) e Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain), todos com 8 gols marcados. O desempate pelo critério de assistências favorece Kane, com 3 passes para gol em 12 partidas, contra 2 de De Jong em 11 jogos. Mbappé não teve assistências registradas nos dados disponíveis, mas contribuiu com seu volume ofensivo em 12 partidas (Wikipédia).
A eficiência de Luuk de Jong chamou atenção pelo contexto: artilheiro empatado na temporada atuando pelo PSV Eindhoven — clube de menor tradição entre os três —, com 8 gols em 11 partidas, sendo uma das revelações individuais da competição. Já Kane contribuiu tanto na artilharia quanto nas assistências, consolidando-se como o jogador mais completo entre os líderes de gols.
Na tabela de assistências, três jogadores dividiram a liderança com 5 passes para gol cada: Jude Bellingham (Real Madrid), Marcel Sabitzer (Borussia Dortmund) e Ricardo Horta (SC Braga). Bellingham também marcou 4 gols em 11 jogos e foi eleito a Revelação da Competição (Wikipédia), combinando produção ofensiva e constância ao longo de toda a campanha. Vinícius Júnior fechou o ranking de assistências com 4 contribuições e foi premiado como o Melhor Jogador do Torneio (Wikipédia).
- Artilheiros (topo): H. Kane, L. de Jong e Mbappé — 8 gols cada
- Líderes em assistências: J. Bellingham, M. Sabitzer e Ricardo Horta — 5 cada
- Melhor jogador: Vinícius Júnior (Real Madrid) — Wikipédia
- Revelação: Jude Bellingham (Real Madrid) — Wikipédia
Números e Curiosidades
A temporada 2023/24 da UEFA Champions League foi pródiga em estatísticas e curiosidades que merecem registro. A competição contou com a participação de 79 equipes ao longo de todas as fases eliminatórias, desde os qualificatórios até a grande final (Wikipédia).
Na fase de grupos, dois clubes encerraram a fase inicial com campanha perfeita de 100% de aproveitamento: Real Madrid e Manchester City, ambos com 18 pontos em 18 disputados. Foram os únicos times a vencer todas as seis partidas da fase de grupos.
O melhor ataque da fase de grupos pertenceu ao Manchester City, com 18 gols marcados (Wikipédia). A melhor defesa foi da Real Sociedad, que sofreu apenas 2 gols em seis jogos (Wikipédia). Já o Celtic teve a defesa mais vazada entre todos os participantes, com 15 gols sofridos e saldo de -10.
A maior goleada da competição (Wikipédia) foi protagonizada pelo Atlético de Madrid, que aplicou 6 a 0 no Celtic em 7 de novembro de 2023 — resultado que reflete também o saldo negativo da equipe escocesa na fase de grupos. Na sequência, o Arsenal igualou o placar ao golear o Lens por 6 a 0 em 29 de novembro de 2023 (Wikipédia).
No capítulo disciplinar, L. Lerager e R. Falk, ambos do FC Copenhagen, lideraram o ranking de cartões amarelos com 5 amarelos cada ao longo da campanha do clube dinamarquês. Pelo Borussia Dortmund, N. Schlotterbeck também acumulou 5 cartões amarelos em 12 jogos, enquanto O. Dembélé (PSG) chegou ao mesmo número em 11 partidas. Entre as expulsões, António Silva, do Benfica, foi o atleta com mais cartões vermelhos na competição: dois em apenas 4 jogos disputados.
Á. Frederiksberg, do KI Klaksvik — um dos clubes de menor expressão entre os participantes —, figurou entre os cinco maiores artilheiros da competição com 6 gols em apenas 6 partidas, demonstrando que as fases preliminares da Champions também produzem histórias individuais dignas de nota.
Encerrada a 69ª edição do torneio, o Real Madrid reafirmou sua supremacia histórica na competição, o Borussia Dortmund escreveu um capítulo de honra chegando à final, e a Liga dos Campeões se despediu do formato de grupos com 32 equipes após décadas de história — abrindo caminho para um novo modelo que entrará em vigor nas próximas temporadas.
































































































































